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Comerciantes pedem policiamento nos domingos e feriados no centro
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Comerciantes pedem policiamento nos domingos e feriados no centro

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Data de Publicação: 25 de maio de 2008
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POR JOSÉ LINHARES JR.

ROTINA DE ARROMBAMENTOS EM SL

Os lojistas dizem que trabalho da PM é eficiente apenas durante a semana

Há alguns dias, uma farmácia de manipulação localizada na rua da Paz foi alvo de arrombadores durante o fim de semana. Na rua de Santana, um salão de beleza foi assaltado três vezes em apenas dez dias. A ação dos bandidos, que já se tornou corriqueira em estabelecimentos do centro comercial de São Luís, reflete uma situação que está se tornando crônica: a falta de segurança no centro da capital maranhense durante os finais de semana e feriados.

Foto:JÚNIOR FOICINHA
Rua Grande e adjacências vão ganhar ronda da PM ainda neste domingo

O trabalho da Polícia Militar durante a semana é elogiado pelos comerciantes. Contudo, eles entendem que o policiamento deva ser estendido para os finais de semana, principalmente no domingo e nos feriados. “Durante a semana, a polícia consegue fazer um excelente trabalho, dando segurança a lojistas e consumidores. No entanto, no fim de semana, quando apenas os comerciantes precisam da polícia para proteger seu patrimônio, o policiamento é muito deficiente”, afirmou um comerciante.

Questionado pelo JP, o comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Francisco Mello, informou que vai determinar ao tenente-coronel Tinoco (comandante do 9º BPM) que desloque, a partir de hoje, uma viatura para fazer ronda no centro comercial (rua Grande, rua da Paz e travessas). À noite, segundo o coronel Mello, a ronda ficará a cargo de uma viatura da Operação Desarmamento. Esse esquema funcionará nos domingos e feriados.

Medo – Nenhum lugar é imune à ação dos arrombadores. “Eles arrombam tudo. Desde pequenas relojoarias a grandes lojas de departamentos. Quem não tem dinheiro para pagar segurança privada é quem mais sofre”, disse um comerciante que preferiu não se identificar com medo de represálias.

O medo dos lojistas, aliás, dificulta até mesmo a identificação das vítimas dos arrombadores. Durante a produção desta matéria, a reportagem do JP teve bastante dificuldade em ouvir as pessoas que, segundo apuramos, já foram vitimadas pelos marginais.

O gerente de uma loja de confecções chegou a negar que o estabelecimento onde trabalha havia sido arrombado, mas ao ser confrontado com uma testemunha voltou atrás e confirmou o crime. “Tem gente que suspeita de que os autores dos assaltos e arrombamentos sejam moradores de rua do próprio centro, ou seja, pessoas que sabem da rotina dos lojistas”, disse uma vendedora.

São raros os comerciantes do centro que não se deixam intimidar pelos marginais e falam sobre o problema. É o caso de Eldro César Gomes, proprietário de um restaurante. “Fui roubado seis vezes. Depois disso, resolvi pagar segurança privada”, contou Gomes.

Alisson Jorge Carvalho também confirmou que a loja de material esportivo que gerencia já foi arrombada quatro vezes. “Uma vez eles entraram pelo telhado, quebraram o forro e levaram muita coisa, causando um prejuízo enorme”, disse.

Todos os entrevistados pela equipe do JP afirmaram que a falta de segurança no fim de semana é o que estimula os arrombadores. “Isso aqui é um deserto nos fins de semana. Tanto é que em algumas vezes eles derrubam as portas a chutes e pontapés”, explicou uma das vítimas. “Todo mundo sabe que quem faz os arrombamentos só consegue isso porque o centro da cidade fica vazio e sem policiamento nos finais de semana”, disse Eldro César Gomes.

Monitoramento por câmeras de vídeo pode ser solução

Em algumas cidades do Brasil, os centros comerciais são monitorados por câmeras de vídeo, como forma de poupar contingente policial e garantir a segurança durante a noite e nos finais de semana e feriados. A Prefeitura de São Luís já dispõe desse serviço em grandes avenidas, como forma de monitorar o trânsito. Comerciantes consultados pelo JP sugeriram um convênio entre a Prefeitura e a Secretaria de Segurança Cidadã com a finalidade de implantar o mesmo sistema no centro comercial.

Vários comerciantes garantiram que estariam dispostos a ajudar no custeio de instalação e manutenção do sistema. Hoje, um comerciante que deseja contar com segurança privada não desembolsa menos de R$ 250 pelo serviço.

(JLJ)

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