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Grampos da PF ligam Paulinho a esquema de fraudes no BNDES

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Data de Publicação: 24 de maio de 2008
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SÃO PAULO - Investigados na Operação Santa Tereza, que apura fraudes na liberação de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), citam Paulinho ("possivelmente" o deputado Paulinho da Força, do PDT-SP) nos grampos da Polícia Federal como "custo político" para liberação de verba do banco para a prefeitura de Praia Grande (SP).

No dia 23 de janeiro, o foragido Manuel Fernandes de Barros Filho, o Maneco, dono da construtora Fernandes & Bastos e sócio do prostíbulo W.E., fala por mais de meia hora com o empresário Boris Bitelman Timoner sobre o empréstimo de R$ 126 milhões aprovado no BNDES para a Prefeitura de Praia Grande. A liberação do dinheiro garantiria ao grupo R$ 4 milhões – depois o repasse foi reduzido para R$ 2,6 milhões.

Na partilha inicial, R$ 1 milhão, segundo a PF, seria para o “custo político” do esquema – o prefeito Alberto Mourão (PSDB) e “alguém do BNDES”. Maneco ficaria com R$ 400 mil, só para “cobrir custos” do golpe. “De dois milhões e seiscentos, um milhão e trezentos seriam divididos por (Marcos Vieira) Mantovani, entre ele próprio, ‘Paulinho’ (possivelmente o deputado Paulo Pereira da Silva, segundo a PF), Ricardo Tosto e ‘José Gaspar’”, registra o relatório.

Mantovani é o dono da Progus Consultoria, considerado pela PF o consultor da quadrilha. Tosto era conselheiro do BNDES indicado pela Força Sindical ao cargo. José Gaspar seria José Gaspar Ferraz de Campos, vice-presidente estadual do PDT-SP.

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