REFERÊNCIA MORAL DO SENADO
Parlamentar teve infarto fulminante logo após tomar o café da manhã
O líder da bancada do PDT no Senado, Jefferson Péres (PDT-AM), 76, morreu às 6h30 de ontem (horário local) em sua casa, no bairro de Adrianópolis, em Manaus (AM).

O parlamentar acordou por volta das 6 horas, como de costume, tomou o café-da-manhã e pouco tempo depois começou a sentir fortes dores no peito. Ainda teve tempo de chamar pela esposa, Marlidice Péres, mas não resistiu e morreu no próprio quarto.
“Pegou todos nós de surpresa. Estamos todos meio sem saber o que fazer”, disse Stoner Machado, integrante dos diretórios nacional e amazonense da legenda.
O senador passava o feriado de Corpus Christi com a família. Ele era professor e advogado, com longa carreira de vereador em Manaus, e ocupava vaga no Senado desde 1995, exercendo seu segundo mandato de senador.
Embora pertencente a um partido (PDT) da base aliada ao Palácio do Planalto, Péres sempre adotou uma postura crítica em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O velório do senador será no Palácio do Governo, em Manaus, informou o gabinete do parlamentar. O sepultamento acontecerá hoje. Os familiares de Péres esperam a chegada do filho mais novo do senador, Ronald, que vive nos Estados Unidos.
A Força Aérea Brasileira (FAB) colocou um avião à disposição do Senado para o funeral. O presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), confirmou que seguirá para Manaus hoje.
Jefferson Péres era casado com Marlidice, juíza aposentada, e tinha, além de Ronald, outros dois filhos, Romulo e Roger. O primeiro suplente do senador é o também amazonense Erasmo Lins, e o segundo, Jeferson Praia.
Saiba mais sobre Jefferson Péres
O senador José Jefferson Carpinteiro Péres, conhecido como Jefferson Péres, nasceu em 19 de março de 1932, em Manaus (AM). Professor e advogado, ocupava vaga no Senado desde 1995, e exercia seu segundo mandato na Casa. Ele era filiado ao PDT desde o início de 1999.
Peres participou, na década de 50, da campanha “O Petróleo é Nosso” e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado.
Ele também foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador Cristovam Buarque (PDT-DF).