O projeto de modernização e expansão do Porto do Itaqui, com a previsão de construção de 27 novos berços de atracação de navios até 2040, foi o mote principal da palestra proferia pelo presidente da empresa administradora do Porto do Itaqui (Emap), João Castelo, por ocasião do Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte.
Na oportunidade, Castelo apresentou o planejamento estratégico elaborado pela atual gestão do Itaqui para os próximos 30 anos, que visa preparar o complexo portuário maranhense para se tornar um dos mais importantes do Atlântico Norte. O conceito adotado é semelhante ao praticado no Porto de Roterdã (Holanda), que tem características parecidas com as do Porto do Itaqui, como a capacidade de receber os maiores navios do mundo.
Com uma palestra focada no tema principal do encontro, João Castelo informou aos participantes do Fórum que o objetivo da Emap é dotar o porto público maranhense de condições para atender toda a demanda de exportação e importação de produtos de toda a região Centro-Norte. Demanda essa que deverá ser triplicada com a ampliação do Canal do Panamá, cujas obras devem ser concluídas até 2014.
“A nossa preocupação foi pensar, como um todo, na integração multimodal dos Estados que compõem o vetor Centro-Norte e têm no Porto do Itaqui uma ligação com o mundo. Especificamente no caso da palestra de hoje, nosso objetivo é fazer com que cada Estado se sinta contemplado, uma espécie de sócio nessa empreitada, pois o Itaqui é um patrimônio nacional”, enfatizou.
No comando do Porto do Itaqui há um ano e cinco meses, João Castelo disse que as linhas de atuação adotadas por sua gestão se fundamentaram em dois aspectos fundamentais: o primeiro, em execução no biênio 2007/2008, visou a otimização da estrutura atual e projetos de curto e médio prazos.
“Nesse contexto, a intenção foi consolidar a imagem do Itaqui como um indutor de desenvolvimento e de atração de negócios. Podemos citar, entre outros, a conquista do Certificado ISSO 9001/2000 de qualidade; a eficiente gestão ambiental, reconhecida pela Antaq; o lucro líquido de mais de R$ 5 milhões em 2007 – o que deixa o Itaqui como um dos poucos portos superavitário do país; e a aprovação, pelo pleno do TCU, do processo de licitação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), uma das maiores reivindicações dos empresários do agronegócio nacional”, observou.
A abordagem feita pelo presidente da Emap coincidiu com os pensamentos dos ministros Mangabeira Unger (planejamento em longo prazo) e Pedro Brito (secretaria Especial dos Portos), para quem o desenvolvimento do país tem que ser planejado imaginando décadas à frente, primando pela sustentabilidade. “A palestra do presidente João Castelo dá uma idéia da dimensão que certamente será dada ao Porto do Itaqui”, pontuou o ministro dos Portos, Pedro Brito.