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Mulher presa pela PF é acusada de contrabando e corrupção ativa

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Data de Publicação: 22 de maio de 2008
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POR OSWALDO VIVIANI

'OPERAÇÃO DIAMANTE NEGRO' EM IMPERATRIZ

A empresária imperatrizense Damares Ribeiro Neves, presa pela Polícia federal (PF) durante a "Operação Diamante Negro", deflagrada na terça-feira, 20, em quatro estados (Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Maranhão), não está envolvida em produção e transporte ilegal de carvão vegetal - crimes que a operação visa combater.

De acordo com a PF, Damares, que foi presa em casa (rua São Paulo, 163, bairro Nova Imperatriz), está sendo acusada pelos crimes de contrabando e corrupção ativa.

Damares Neves não está envolvida

com crime ambiental

A PF informou que a empresária - que é uma das sócias da agência de turismo Damastur - coordenava um grupo de sacoleiros que freqüentemente viajava, em vários ônibus, ao Paraguai para adquirir mercadorias, que posteriormente eram revendidas em Imperatriz. Para facilitar a passagem dos ônibus pelas barreiras da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas estradas, Damaris oferecia propina aos policiais rodoviários.

A empresária foi detida em cumprimento a um mandado de prisão temporária (cinco dias) expedido pela 1ª Vara da Justiça Federal de Três Lagoas (Mato Grosso do Sul), onde teve início a ofensiva da PF. Ela já foi transferida nas para a cidade de Campo Grande (MS), onde estão concentradas as investigações.

Apesar de a produção e o transporte irregular de carvão vegetal no Maranhão ser comum no Maranhão, a PF não confirmou nenhuma prisão no estado relativa a esse crime ambiental durante a "Operação Diamante Negro". Dos 34 mandados de prisão expedidos pela Justiça do Mato Grosso do Sul, 24 já haviam sido cumpridos até ontem.

As investigações da PF apontaram a existência de um grupo que instalava carvoarias clandestinas e, para obter carvão vegetal, retirava madeira nativa, inclusive de áreas de preservação ambiental. Crianças e adolescentes também eram utilizados na tarefa. O carvão era encaminhado para Minas Gerais e São Paulo. A venda e o transporte eram feitos sem a obrigatória utilização do Documento de Origem Florestal (DOF).

Foi confirmada a participação no esquema de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Agência Fazendária (Agenfa) do Mato Grosso do Sul, do Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os suspeitos devem responder por envolvimento em crimes ambientais, contra a administração pública, sonegação de impostos e corrupção.

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