Versus a venda da Cemar
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A RESPEITO DO MATERIAL DE MURILO SANTOS/ZEN COMUNICAÇÃO/TVE BRASIL/TVE MARANHÃO, ANALISA E COMENTA O HISTORIADOR FELINTO RIBEIRO- "O assassinato do contador da ULEN, Haroldo Kennedy, foi um dos episódios na área criminal de repercussão nacional e internacional. O comprometimento da antiga ULEN com a Revolução de 30, a Companhia ULEN financiou o Golpe Militar que levou Vargas ao Poder em 1930, em decorrência deste financiamento o governo Vargas exerceu forte pressão política para a condenação de José de Ribamar Mendonça, a máquina política do Governo Federal e o interventor Martins de Almeida através de seu secretário Elizabeto Carvalho e o promotor Dr. Edson Brandão exerceu pressão para que o Tribunal do Júri condenasse José de Ribamar Mendonça. Neste episódio se destacou como o grande criminalista Maranhense o Dr. Valdemar Brito, um gênio como criminalista da época, que ultrapassou as fronteiras do Maranhão. O autor desta análise conheceu este grande criminalista e assistiu vários júris, em que ele sempre fazia o papel de advogado de defesa. Era de uma invejável presença de espírito quando o advogado de acusação Dr. Cunha Júnior alegava que José Mendonça era um Ébrio, Dr. Valdemar Brito contestava que Mendonça bebia cachaça por que era pobre e Haroldo Kennedy bebia Whiky Escorces a custa do dinheiro usurpado do consumidor maranhense, gasto nos bordeis onde se deslocava no sábado à tarde e só retornava na segunda-feira. Alegava o Advogado de Acusação que o Réu haveria adquirido doenças Veneras nos prostíbulos de São Luís, retrucou Dr. Valdemar Brito que a vítima Haroldo Kennedy tinha adquirido Doenças Venéreas de sua amante Lurdinha e que o Clinico José Murta com o seu consultório instalado na Praça João Lisboa, nº 190, Centro de São Luís, foi responsável pelo tratamento de doenças Veneras de Haroldo Kennedy. No dia do julgamento Dr. Valdemar Brito guardava um embrulho misterioso com o desenrolar dos debates entre advogado de acusação e advogado de defesa, Valdemar Brito, guardava um trunfo de valor fatal para absolvição de José de Ribamar Mendonça. O causídico Valdemar Brito ao encerrar a sua oração desembrulhou o pacote misterioso que era a Bandeira do Brasil e envolveu-se com a mesma e com a força do verbo gritou em que as galerias tremularam quando ele declarou envolvido com a Bandeira Brasileira: "Quem votar contra o réu, vota contra o Brasil". As galerias vibraram o Tribunal do Júri estremeceu o Juiz tocou as sirenes pedindo silêncio quando voltou o silêncio o Juiz convocou os jurados para que se manifestassem. No primeiro julgamento José de Ribamar Mendonça foi absolvido por 5 a 2 e neste segundo julgamento por unanimidade.
A antiga ULEN tinha uma usina que era a fonte geradora de energia o combustível em grande parte era a madeira do mangue, o custo de produção era elevado e a capacidade energética tinha as suas limitações em decorrência da precária fonte geradora de energia. Com a instalação da Barragem de Boa Esperança desapareceu a antiga ULEN e surgiu a empresa CEMAR no Governo de José Sarney em 1966. Com a energia gerada pela Barragem de Boa Esperança aumentou a capacidade energética e passou a CEMAR a distribuir energia para os municípios do Estado. Se houvesse uma administração competente e criteriosa por parte da direção da CEMAR, o nosso usuário não seria penalizado de maneira cruel nas faturas de energia consumida da CEMAR. Com a criação da CEMAR desapareceu a prensa de algodão e os bondes que eram do município de São Luis e que a Energia para o seu funcionamento era da antiga ULEN, logo depois transferido para alimentação via CEMAR e o Prefeito da época Epitácio Cafeteira que acabou com o veículo no caso os bondes que circulavam pela cidade, consumindo energia da CEMAR. A extinção dos bondes foi uma medida precipitada porque os bondes de São Luís contribuíam para um transporte barato e servia para atrair turistas para a nossa cidade. A antiga ULEN se deve a sua desvinculação do Americanismo graças à intervenção do Senador Vitorino Freire, junto ao Presidente Eurico Gaspar Dutra na interventoria de Saturnino Belo em 1946. Com a eleição do governador Sebastião Acher da Silva, o Diretor da ULEN, foi o engenheiro Antônio Alexandre Baima, cunhado do Governador Sebastião Acher da Silva. A administração da antiga ULEN pelo Dr. Alexandre Baima, a imprensa maranhense, principalmente o Jornal o Combate tecia criticas ferrenhas contra o Engenheiro Antônio Alexandre Baima. As críticas a este engenheiro eram de natureza política, sem procedência. Dr. Alexandre era um cidadão de reputação ilibada, que não merecia aquelas criticas inverídicas para tentar macular um cidadão transparente. A infeliz política condena a Jesus e absolve Barrabás e assim foi a conduta usada pelo Jornalista Erasmo Dias contra o Dr. Alexandre Baima, este grande personagem que se encontra no mundo do além, faço a sua defesa e tributo a sua memória postula o meu pleito de reconhecimento pela sua conduta intocável, juntamente ao governador Sebastião Acher da Silva. Quanto o Dr. Antônio Alexandre Baima, foi eleito senador no Maranhão em 1951, foi vítima da política quando exercia o seu mandato surgiu a candidatura de Juscelino Kubitschek de Oliveira. O candidato em causa necessitava do apoio do jornalista Assis Chateaubriand proprietário da maior rede de jornais, rádio e televisão no Brasil.