O líder do governo na Assembléia, Edivaldo Holanda (PTC), elogiou ontem o governador Jackson Lago (PDT) por ter conseguido garantias do governo federal de que a Petrobras construirá uma refinaria de petróleo no Maranhão. “O governador conseguiu, após uma luta renhida, trazer uma refinaria da Petrobras. Ninguém pode tirar do governador o mérito de sua luta pela instalação de uma das maiores refinaria da América do Sul no Estado”.
Outro destaque feito pelo líder do governo foi a garantia de que também será instalado no Maranhão uma siderúrgica. De acordo com Edivaldo Holanda, os dois projetos representam o início do resgate econômico e social do Estado, com a geração de emprego e renda.
No início da semana passada, o governador Jackson Lago teve uma audiência com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a quem apresentou um estudo apontando as vantagens competitivas do Maranhão para receber a próxima refinaria de petróleo da Petrobras. “Estamos seguros de que esta refinaria virá ser instalada em São Luís, em razão da excelência da localização de nossa capital como ponto estratégico para o Corredor Centro Norte”, declarou o governador.
Ele lembrou que, além dos contatos mantidos com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e com o ministro Edison Lobão, já teve encontros com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, de quem recebeu informações muito alvissareiras.
“Estamos muito otimistas e esperançosos de que, além da refinaria, também virá para o Maranhão uma siderúrgica e um pólo-estaleiro”, declarou o governador, que entregou ao ministro Lobão um documento, elaborado pelo professor doutor Ildo Sauer, da Universidade de São Paulo e ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, recomendando a instalação da refinaria em São Luís.
O mesmo estudo já foi entregue ao presidente Lula e à direção da Petrobras, enfocando o Maranhão nos aspectos técnicos, econômicos, logísticos, geográficos e de transporte, tanto para o mercado interno quanto para exportação. A avaliação considerou os cenários do plano decenal (2007-2016) da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.