O Banco Mundial (Bird) e o governo brasileiro chegaram a um acordo sobre a "Estratégia de Assistência" relativa ao Brasil, que põe US$ 7 bilhões à disposição do país até o ano 2011, anunciou a instituição.
Em nota, a instituição informou que fornecerá ao Brasil "menos financiamento e mais serviços de assessoria para o governo federal", além de concentrar a maioria dos fundos em programas focados na infra-estrutura.
Do total disponibilizado ao Brasil, US$ 1,6 bilhão foi concedidos na forma de empréstimos. Desse montante, US$ 976 milhões serão destinados a Minas Gerais, para promover o crescimento econômico e a redução da pobreza; US$ 84 milhões a um programa nacional que melhora o acesso da população a serviços de saúde; e US$ 550 milhões ao Estado de São Paulo, com o objetivo de melhorar o serviço de trens da região metropolitana, informou o Bird. Essa é a maior quantia de créditos do Banco Mundial para o Brasil já aprovada em um único dia, completou a instituição.
Quarta-feira, a agência americana de classificação de riscos financeiros Standard & Poor's concedeu o grau de investimento ao Brasil, considerado hoje um país seguro pelos investidores internacionais, graças a uma maior "maturidade" de suas instituições e de suas políticas.
Segundo nota do Bird, "a nova estratégia de parceria vai além do apoio a programas no Brasil e contribui para impulsionar o crescente papel do país como um parceiro do desenvolvimento internacional".
O Brasil é um dos 15 maiores doadores da AID (Agência Internacional de Desenvolvimento), a parte do Banco Mundial que faz créditos e empréstimos subsidiados aos países mais pobres.
"Nas parcerias, o Banco trará sua credibilidade, capacidade de trazer as partes ao debate e 'selo de aprovação' para apoiar na disseminação e multiplicação das inovadoras experiências do Brasil, tais como o etanol, Bolsa Família, DST/Aids e os programas comunitários de redução da pobreza no Nordeste."