Robert Lobato*
A imprensa oposicionista, em particular o Sistema Mirante, não gostou nenhum pouco da calorosa manifestação popular ocorrida na quarta-feira, 14, que prestou solidariedade ao governador Jackson Lago após o Ministério Público Federal ter denunciado o chefe do executivo estadual no caso da chamada Operação Navalha.
Segundo a imprensa política da oposição, o ato popular não teria passado de um “deboche ao povo maranhense”. Pura má fé de quem não aceita nem a pau, a condição do Maranhão ser dirigido por forças políticas não alinhadas com o grupo que por quatro décadas imperou no Maranhão.
Contrariando a opinião raivosa e despeitada da mídia oposicionista, o ato do aeroporto do Tirirical foi uma demonstração de força política e popular do governador. Manifestações espontâneas de uma gente que ver, na figura de Jackson Lago e no projeto da Frente de Libertação, a esperança de uma vida melhor e mais abundante para os maranhenses, sobretudo para os mais pobres.
Aos setenta e sete anos, Jackson Lago, com razão, não pode tolerar que tentem jogar lama na sua biografia, forjada na luta em defesa da democracia e a da justiça social. O líder trabalhista sempre esteve ao lado das boas causas que dão sentido à vida, e essa opção fez com que não tivesse tempo para pensar em formar patrimônio e riqueza material, como muitos que o perseguem atualmente o fizeram.
Durante os ‘anos de chumbo’ da ditadura militar, por exemplo, Jackson Lago encontrava-se do lado da democracia, dos direitos humanos e da liberdade. Os que hoje querem vê-lo desmoralizado estavam do lado do chumbo e da tortura, na Arena e depois no PDS, braços políticos da ditadura militar.
Não é fácil acabar com uma trajetória de vida que ‘vem de longe’, de décadas de lutas, em apenas um ano e cinco meses, tempo em que Jackson Lago está no governo. Não dá para jogar na vala-comum dos corruptos alguém que tem as mãos e a consciência limpas, que sempre fez da política um instrumento para beneficiar a sociedade, e não um meio de para enriquecer, para comprar mansões, rádios, TVs, ilhas etc.
Os adversários do doutor Jackson têm que entender que não estão lutando somente contra um político, mas contra uma história de vida, contra uma biografia, e não é fácil combater uma biografia carregada de bons antecedentes, de serviços prestados, de ética e de honestidade.
Fica mais difícil ainda quando o lado adversário está impregnado de gente que ao longo da vida só pensou em poder e dinheiro. Em suma: falta biografia do lado da oposição para enfrentar o doutor Jackson Lago.
O que vimos no aeroporto Marechal Cunha Machado naquela quarta-feira histórica, foi uma demonstração clara de que é um risco querer brincar com a vontade do povo, esse soberano que é o único que tem o direito de colocar ou tirar alguém do poder.
Um governo que tem uma base social como é o caso desse governo, não ficará encurralado por uma oposição que não consegue sequer mobilizar meia dúzia de pessoas contra o governador, além de não possuir moral política para cobrar honestidade de ninguém, sobretudo do nosso grande Timoneiro, o companheiro Jackson Lago.
*Presidente do Instituto Devir e membro do Diretório Municipal do PT/São Luís