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SARNEY QUER CALAR A VOZ DA LIBERDADE
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SARNEY QUER CALAR A VOZ DA LIBERDADE

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Data de Publicação: 18 de maio de 2008
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Jersan Araújo

Processo

Injúria? Calúnia? Difamação? Que nada! O senador José Sarney quer calar a voz da liberdade que não acolhe nem consente as suas diabólicas armações políticas. Quando se diz que “Sarney quer acabar com Jackson” denuncia-se, com base em insinuações feitas pelos órgãos de comunicação dele e de sua família, um suposto “entendimento” ou “acordo” que estaria sendo perpetrado entre ambos. Nesse caso, “Jackson estaria acabado” e Sarney seria o “herói” da maledicência. A população maranhense não aceitaria tamanha desfeita. O JP denunciou, o governador desmentiu e o cacique ficou furioso. Só isso. E para se vingar, agora abre processo contra o “Órgão das Multidões” que, desde a época do saudoso Ribamar Bogéa sofre esse tipo de perseguição por parte do senador amapaense. Por quê? Porque ao longo do tempo as armações dele foram amplamente divulgadas por este jornal e, por isso, nem todas foram consumadas, felizmente.

Julgar-se injuriado, caluniado ou difamado com matérias desse tipo (que instruem o processo), considerando-se aquelas publicadas pelo jornal dele, invadindo a vida pessoal e tentando difamar o ex-governador José Reinaldo e família, é brincadeira de mau gosto. Quer dizer que o seu jornal, senador, PODE publicar o que os seus escribas bem orientados escrevem, mesmo maculando a honra de mulheres respeitáveis como Dona Hilda Bogéa? Mas o JP não pode fazer uma “criticazinha” contra o intocável “coronel” porque é processado? Sarney é ”bonzinho”, mas tão “bonzinho” que os seus ex-correligionários Antônio Jorge Dino (vice - governador dele) e os ex- governadores Nunes Freire, Pedro Neiva de Santana (reduzido a um ninguém em artigo da lavra do próprio JS); João Castelo e José Reinaldo romperam com ele por não suportarem “tantas exigências”...

Luiz Rocha agüentou o tranco, mas, depois de tudo demonstrava insatisfações pelo sacrifício a ele imposto para ficar no governo até o fim do mandato e não permitir que o vice-governador, João Rodolfo, assumisse. Hoje, o filho dele, deputado federal Roberto Rocha está em posição oposta a de Sarney e não titubeia em criticá-lo e denunciar as suas artimanhas. Por que tudo isso? Ele, Sarney é mesmo bonzinho? Como dizia a minha avó “quem não te conhece é que te compra”... E o Cafifa? Bom, esse é um caso à parte: foi adversário histórico, entregou-se em 1986 para ser governador, em 1990 rompeu e depois de 16 anos voltou aos braços do cacique, sem a mínima cerimônia, para ser senador usando como só ele sabe fazer, a popularidade de Lula da Silva, dentre outras facilidades patrocinadas pela oposição, à época. Agora, nem ele mesmo sabe mais o que fazer.

Perdido o poder no estado, Sarney agarra-se com firmeza no bom desempenho do presidente da República e consegue aparentar grande prestígio junto ao Congresso Nacional e nos Ministérios. Daí a preocupação de se apresentar como estadista, democrata, lá em Brasília. Sim, porque aqui no Maranhão e no Amapá, ele já mostrou as garras de um “coronel” raivoso e vingativo, capaz de rasgar a Lei de Imprensa e sepultar a liberdade de expressão dos que a ele se opõem. Isso, não PODE!...

As autoridades brasileiras precisam ser alertadas. Sarney precisa ser contido nas investidas maldosas contra os seus adversários do Maranhão e do Amapá, comprometendo, para pôr em prática as suas maldades, ministros e o próprio presidente Lula. O cacique, cheio de ódio e de sede de vingança, não controla mais o seu instinto. Quer voltar a mandar, ser respeitado e admirado, nem que para isso precise remover montanhas. Mas, tudo indica, não há mais tempo para ele se reabilitar. O homem está desesperado, agora, até por mais dinheiro: ele deseja arrancar R$ 220 mil “pilas” do JP. Que coisa!... “É preciso ter muita calma nessas horas”... E, antes de perdê-la, vou ficando por aqui.

A FILA NO BB

Na última terça-feira precisava de uma informação na agência do Banco do Brasil - João Paulo. Cheguei lá às 11hs02 e sai às 13hs42. Nessas 2hs40 no chamado atendimento preferencial foram atendidas 12 (dose) pessoas e no normal, quinze. Não precisa dizer que as reclamações foram enormes. Faltam funcionários ou treinamento para os já existentes? E a lei, um banco oficial é o primeiro a desrespeitá-la, na maior? Ou ela não vale para o setor de atendimentos, mas, só para os caixas? Que absurdo.

E-mail: jersan.araujo@gmail.com

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