Segundo o ministro, a capacidade da refinaria será de 400 a 600 mil barris por dia
A Petrobras estuda a possibilidade de construir até duas novas refinarias de petróleo no Brasil. A informação foi dada nesta sexta-feira, 16, pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Segundo ele, já está certo que uma delas será em São Luís, no Maranhão. Quanto à outra refinaria, a estatal ainda vai decidir se será necessário e, se confirmado, onde será construída.

A intenção é aumentar a capacidade de refino da Petrobras no país em 600 mil barris por dia. Assim, explicou Lobão, se forem mesmo construídas duas unidades, a de São Luís terá capacidade para 400 mil barris e a segunda, de 200 mil. “Se não for construída a segunda, a refinaria do Maranhão pode ter uma capacidade de 600 mil barris”, disse Lobão, ressaltando que de qualquer modo a refinaria do Maranhão será a maior do Brasil, já que as unidades existentes hoje processam em média 200 mil barros de petróleo por dia.
A refinaria maranhense deverá demandar investimentos de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões e, se de fato ela chegar a ter a capacidade de 600 mil barris, essas cifras poderão ser superadas. A eventual segunda refinaria, por sua vez, exigirá investimentos de US$ 5 bilhões. Lobão explicou que a intenção da Petrobras é produzir nessas refinarias todos os derivados do petróleo, destinando-os principalmente para a exportação. “Por isso a escolha do Maranhão, que tem o porto mais profundo do País e está mais perto dos mercados consumidores”, justificou.
O ministro disse que a Petrobras deverá apresentar até o fim do mês ao governo os estudos que apontarão se serão necessárias duas ou uma refinaria. Lobão avaliou que a construção de uma única unidade de 600 mil barris diários custa menos do que erguer duas plantas para atingir esse mesmo volume. A eventual divisão de capacidade ocorreria por questões logísticas ou mesmo políticas, já que diversos governadores estão brigando para atrair investimentos para seus estados. Lobão afirmou que a idéia do governo é iniciar as obras em 2009. A partir daí demorariam cinco a seis anos para conclusão da obra.
(Agência Estado)