Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição22,610
Edição 22,610

Nacional
Juiz diz que colegas são coagidos para autorizar escutas
INSS convoca 8.448 segurados para reavaliação de auxílio-doença
Zélia Gattai piora e entra em quadro de choque
MPF quer que Piauí receba pacientes de outros Estados
Lobão afirma que Maranhão terá refinaria da Petrobras
Coca-Cola Brasil lança segunda edição da Semana Otimismo que Transforma
SEBASTIÃO NERY - Tadinho do Sarney
Quase 100 pessoas marcadas para morrer
Luta por recursos e pela terra mergulha Pará na violência
Servidor acusado de vazar dossiê é indiciado pela PF
Home » Edições » 2008 » Maio » Edição 22,610 » Nacional

Quase 100 pessoas marcadas para morrer

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 17 de maio de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

A CPT (Comissão da Pastoral da Terra) no Estado afirma que existe uma lista de pelo menos 99 pessoas marcadas para morrer no Pará por causa de disputa de terras ou recursos naturais. A CPT também calcula que 800 pessoas foram mortas nesse conflito nos últimos 35 anos.

Para a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, Mary Cohen, o modelo de desenvolvimento do Estado é que leva à violência.

"Nós temos um modelo de desenvolvimento excludente, que está colocando em conflito o ribeirinho e o índio de um lado e os grandes produtores do outro", avalia. O líder comunitário Valdecy dos Santos também diz que está marcado para morrer por causa de disputa com madeireiros. "Na nossa comunidade, que fica perto de Santarém, estamos brigando para que o nosso assentamento seja transformado em terra comunitária", conta. "Mas enquanto ainda estamos brigando, muitos madeireiros estão entrando na região."

Segundo ele, a exploração ilegal de madeira aumentou porque os madeireiros ficaram com medo de que a regularização da terra tornasse mais difícil entrar na região. Ele denunciou as atividades ao Ibama, o que gerou apreensões de madeira e ameaças.

"No dia em que eu e uma pessoa do Ibama fomos lá para tirar fotos das atividades acabamos sendo pegos pelos madeireiros e ameaçados de morte." Ele ficou várias horas na mão dos raptores e acho que ia ser morto. "Eles só nós soltaram quando descobriram que o rapaz que estava comigo era do Ibama."

O secretário do Sindicato de Produtores Rurais de Santarém contesta a idéia de que a região é violenta.

"É muito fácil dizer que você é ameaçado de morte. Eu posso dizer isso, mas nos últimos anos tivemos apenas duas mortes por causa de conflitos. A violência mesmo está em outras áreas, como o sul do Estado."

(Edson Porto, enviado especial da BBC Brasil a Santarém)

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br