Reivindicações dos rodoviários serão apresentadas em reunião no TRT, na segunda-feira
Em assembléia realizada na manhã de ontem, na sede do Sindicato dos Rodoviários, centro, motoristas de ônibus decidiram, por unanimidade, paralisar suas atividades das 00h às 10h da próxima terça-feira, dia 20, caso suas reivindicações não sejam atendidas. “Na segunda-feira, às 8h, teremos uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho, onde apresentaremos nossas propostas. Se o Tribunal se posicionar contra as reivindicações, faremos a paralisação de advertência. A partir daí, a categoria estará aberta a negociações. E somente se não conseguirmos resultados positivos, é que entraremos em greve por tempo indeterminado, com data inicial ainda a ser definida”, disse José Rodrigues da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Município de São Luís.

A categoria reivindica reajuste salarial de 12%, aumento no valor do ticket-refeição de R$ 243 para R$ 360; ampliação do benefício do plano de saúde para mais dois dependentes, além do titular; e implantação do plano odontológico. “Não aceitaremos proposta menor que 10% no reajuste. Somos pais de famílias e precisamos sustentar nossos filhos. Além disso, somos trabalhadores que corremos alto risco de assaltos. Saímos de casa, todos os dias, sem saber se voltaremos para casa”, disse o motorista da empresa Santa Clara, Pedro Manoel.
Em seu discurso, o presidente do Sindicato, José Rodrigues, disse que a categoria precisa lutar todos os dias pelos seus direitos, porque os empresários só estão preocupados com o lado financeiro.
“O coração dos donos de empresas de ônibus é no bolso. Se eles levarem um tiro no peito, nada acontece. Mas se o tiro atingir o bolso, morrem na hora. Enquanto isso, os motoristas são obrigados a conviver com este mísero salário”, disse José Rodrigues. Para o motorista Pedro Manoel, infelizmente, a lei exige que em caso de greve, 30% da frota é obrigada a funcionar. Para ele, se apenas 70% parar, quem ganha são os empresários. “Para os donos de empresa, isso é ótimo, pois eles gastam menos, colocando poucos ônibus na rua, e têm mais lucros, já que as paradas ficam lotadas de pessoas que não têm outra opção, a não ser usar as linhas disponíveis. Isso causa indignação na nossa categoria. Mas de braços cruzados é que não podemos ficar”, discursou o motorista.
Timon – Na cidade de Timon, motoristas continuam parados, deixando mais de 20 mil pessoas sem transporte coletivo. De acordo com Elivan Santos, representante do Sindicato dos Rodoviários em Timon, a greve vai continuar até que sejam atendidas as reivindicações dos trabalhadores.
A principal delas é reajuste salarial de 8%. No final da tarde de ontem, rodoviários, donos de empresas e representantes do TRT se reuniram para negociar o fim da paralisação. Até o fechamento desta edição, nada havia sido decidido ainda na reunião.
(Da Redação)