Por Oswaldo Viviani
O secretário Institucional da Representação do Governo do Maranhão, em Brasília, Wagner Lago (irmão do governador Jackson Lago), informou ontem ao Jornal Pequeno que esteve na quinta-feira, 15, com o procurador geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, requerendo a retirada de seu nome da denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os envolvidos na Operação Navalha, da Polícia Federal. A operação, deflagrada em maio de 2007, teve o objetivo de desmontar uma quadrilha que fraudava licitações de obras públicas, e atingiu nove estados (Maranhão, Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Goiás, Mato Grosso e São Paulo) e o Distrito Federal.
De acordo com Wagner Lago – que já foi deputado federal por três vezes e atualmente é suplente da bancada do PDT –, seu nome foi indevidamente incluído na lista de denunciados pelo MPF. Ele teria sido confundido com seu primo de segundo grau Ricardo Silveira de Assis, de 37 anos, que se apresenta como Ricardo Lago.
“Não tem nada a ver comigo. A voz que aparece nas fitas gravadas pela PF não é minha, conforme provei ao procurador geral. O que houve foi um aproveitamento político do jornal O Estado do Maranhão, de propriedade da família Sarney, que mesmo sabendo que o Ricardo Lago que aparecia como suspeito no caso não era eu, difundiu a inverdade, envolvendo meu nome. Meu nome é Ricardo Wagner de Carvalho Lago, e sempre fui conhecido apenas como Wagner Lago”, esclareceu o pedetista.
Lago disse ainda que já ajuizou uma queixa-crime e uma ação de indenização por danos morais contra o jornal O Estado do Maranhão, que estão tramitando numa Vara Criminal e numa Cível de São Luís.
Ele afirmou que as duas procuradoras que assinaram a denúncia prometeram examinar o assunto. No caso de ser confirmada a inclusão indevida do nome de Wagner Lago, a PGR pode fazer uma petição aditiva à denúncia (uma espécie de errata), a fim de corrigir o equívoco.