Grevistas impediram visitas aos presos em Pedrinhas
Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão (Simdspem) paralisaram suas atividades, ontem, por 24 horas. A categoria reivindica: reajuste salarial de 20% sobre o subsídio; equiparação salarial com os policiais civis; reajuste do adicional noturno e insalubridade em cima de R$ 415; a não terceirização do sistema; realização de concursos públicos; inclusão de insalubridade para os servidores administrativos; auxílio-alimentação para o pessoal de apoio (que fazem a função de agentes penitenciários) e enfermeiros; e reavaliação do plano de cargos e salários.

Por causa da paralisação, não foram realizadas visitas de crianças, nem visitas íntimas, com exceção do Centro de Detenção Provisória (CDP). “Aqui na CCPJ de Pedrinhas todas as pessoas que vieram fazer visitas, voltaram para casa sem conseguir o benefício. Não impedimos as visitas no CDP, por se tratar de uma obra nova, com uma administração recente. Caso o governo não atenda nossas reivindicações, entraremos em greve numa sexta-feira, para impedir as visitas do fim de semana, sem privilegiar nenhum presídio. Aí o governo verá se o prejuízo maior é atender nossos direitos ou arcar com as obras dos presídios que serão quebrados pelos presos”, disse César Bombeiro, presidente do Simdspem.
De acordo com César Bombeiro, no Maranhão existem 434 agentes penitenciários, sendo 320 em São Luís, e todos teriam aderido à paralisação – com exceção dos 30% exigidos por lei. “Só funcionaram os serviços de emergências, como os de saúde. Todos os outros pararam”, explicou.
Numa reunião dos grevistas no final da tarde de ontem eles decidiram que vão esperar até sexta-feira, 23, por uma resposta do governo. Caso não haja retorno após o prazo estabelecido, os servidores prometem entrar em greve por tempo indeterminado.
(Da Redação)