Empresário quase teve carro retido no Hospital São Domingos
Desde que o Hospital São Domingos, no Bequimão, passou a cobrar por seu estacionamento, há mais de um ano, houve polêmica entre os motoristas, usuários do local. Ninguém entendeu por que um hospital particular, que já cobra pelos seus serviços, estava exigindo pagamento também pelo estacionamento de usuários da instituição. A JDS Administradora de Estacionamentos foi a empresa contratada pelo Hospital São Domingos para gerir o estacionamento.

Na terça-feira, dia 6, a polêmica voltou à tona quando o empresário Antonio Araújo não pôde pagar os 50 centavos cobrados por 1 hora no estacionamento, e recebeu a ameaça de que seu carro ficaria preso no local.
“Tive que trazer meu sobrinho às pressas para o hospital, e acabei esquecendo minha carteira em casa, portanto estava sem dinheiro no bolso. Na hora de sair, expliquei na guarita o que estava acontecendo, mas além de ameaçarem não me deixar sair, disseram que meu carro iria ficar preso até que eu resolvesse a situação. Tive que descer do carro e dizer em alto e bom som que eu iria sair de lá de qualquer jeito – e consegui. Mas achei aquilo uma falta de respeito por parte deles, além de considerar um absurdo essa cobrança”, disse Antonio Araújo.
Outro lado – O administrador do Hospital São Domingos, Eduardo Oliveira, disse que não ficou sabendo do episódio, e que o correto seria o motorista procurar o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do hospital. “Num caso desses, ele jamais seria obrigado a passar por algum tipo de constrangimento. Bastava procurar os atendentes do SAC, que ficam no hospital, que eles teriam resolvido a questão”, afirmou Oliveira.
O administrador explicou, ainda, os motivos que levaram o São Domingos a terceirizar o estacionamento. Segundo ele, a terceirização por parte de empresas privadas é legal, e muitas cidades brasileiras, como Salvador, já estariam com seus hospitais privados, cobrando pelo estacionamento.
“Trata-se de uma medida legal. No nosso caso, a terceirização aconteceu porque o hospital estava perdendo seu foco, que é a saúde. Os clientes estavam nos trazendo problemas que nada tinham a ver com a função de um hospital, como, por exemplo, roubo de carros, avarias na lataria... Agora a coisa mudou. Pagando pelo estacionamento, o usuário tem seu veículo totalmente assegurado pela empresa contratada”, explicou.
O diretor do hospital informou, ainda, que antes da terceirização, as vagas que deveriam ser de clientes do hospital, estavam sendo ocupadas por estudantes do Uniceuma (Campus Cohama) e outros comerciantes que não encontravam locais para estacionar. “Com isso, nossos clientes ficavam sem as vagas e vinham tomar satisfação com a direção do hospital. Então, existia uma série de pontos negativos, que nos obrigaram a tomar esta atitude. E posso lhe garantir que deu certo, pois o número de reclamações agora é praticamente nulo”, finalizou.
A estudante de farmácia Késsia Nascimento não pensa desta forma e disse que é contra a taxa. Ela contou que só estaciona no hospital quando cansa de procurar vaga em outros locais próximos. “Esta aqui é minha última opção. Não é por causa dos 50 centavos, mas porque já pagamos caro por qualquer tipo de serviço que fizermos no hospital. Sinceramente, não entendo como esta medida vingou”, reclamou a universitária.
(Da Redação)