O presidente da Assembléia Legislativa do Estado, deputado João Evangelista (PSDB), e os líderes governistas Edivaldo Holanda (PSC) e Marcelo Tavares (PSB) criticaram o fato de o ex-governador José Reinaldo Tavares e o governador Jackson Lago terem sido citados na denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, no episódio da Operação Navalha. Para eles, o grupo Sarney tem se valido de um esquema de ameaças e perseguições, com o objetivo de intimidar o governo. Para eles, o mais grave ainda é o processo, feito com provas inconsistentes, que visa cassar o mandato do governador na Justiça Eleitoral.
Ontem à tarde, ao lado de sua esposa, Dona Clay, só com muita dificuldade o governador conseguiu chegar ao local em que usou da palavra, em frente ao Aeroporto do Tirirical, onde os manifestantes o aguardavam com faixas e cartazes e gritando palavras de ordem de apoio a Jackson. “O que eles precisam saber é que há neste Estado homens e mulheres de grande compromisso social, têm que compreender é que nesta terra há pessoas que não se deixam levar pelas mentiras, pelas calúnias e pelas difamações. Em nenhum momento eles encontrarão qualquer ato de indignidade praticado ao longo de minha vida. Esta é a força que temos para podermos andar de cabeça erguida. Não cometi e nem cometerei nenhum ato ilegal. Tenho compromisso com as grandes camadas populares, mas essa perseguição vai durar os quatro anos do governo e porque o nosso trabalho começa a aparecer na forma de mais escolas, estradas e hospitais. Isso é sinal de que se aplicando o dinheiro público faz a diferença”, afirmou.
O governador garantiu ainda que não pode ser responsabilizado pelas ações praticadas por terceiros. “O Jackson, a esta altura com 73 anos de idade, ao lado de sua companheira Clay, dois professores universitários exitosos, poderiam ter coisas materiais, mas o Jackson e a Clay não possuem e não possuirão rigorosamente nada, além do apartamento que têm para morar, porque nós nos comprometemos, ao longo de nossas vidas, com um patrimônio muito maior, com um patrimônio que não tem comparação, que é lutar permanentemente para diminuir a dor e o sofrimento da nossa gente”.
Jackson lembrou para os manifestantes “que há exatamente um ano armaram todo esse esquema porque pensavam que com aquela manobra policialesca medieval conseguiriam afastar o Jackson da vida pública. Esperaram um ano para denunciar e nós trabalhando, e agora a Justiça vai encontrar seguramente este cidadão de mãos limpas e honrado que tem compromisso com história do povo do Maranhão”.
Após falar para os populares, Jackson Lago seguiu, num ônibus acompanhado de deputados e prefeitos, numa carreata improvisada, até a porta do Palácio dos Leões, onde o governador e dona Clay se despediram e agradeceram pelo apoio e a solidariedade recebidos.