Por Manoel Santos Neto
GOVERNADOR REAGE À DENÚNCIA DO MPF
Recebido por uma multidão, no início da tarde de ontem, no Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado (Tirirical), o governador Jackson Lago criticou a exploração política que o grupo Sarney vem fazendo da denúncia formulada pelo Ministério Público Federal contra implicados na Operação Navalha. Ao lado de um grande número de políticos e populares, o governador voltou a negar envolvimento com o escândalo da construtora Gautama e reafirmou o compromisso de luta contra a miséria e o atraso do Estado.

“Aquela luta de décadas e décadas, que resultou na grande vitória da Frente de Libertação do Maranhão, aquela luta vai continuar, até o final do governo, para que o nosso povo tenha emprego, tenha trabalho e tenha renda”, ressaltou Jackson Lago, num improvisado discurso.
Aos jornalistas que o entrevistaram no saguão do aeroporto, o governador falou de sua surpresa e indignação pelo fato de ter sido citado na denúncia formulada pela Procuradoria Geral da República. “Meu nome apenas foi mencionado indiretamente em ligações telefônicas de terceiros”, frisou descartando qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Navalha.
O governador afirmou que “os poderosos estão trabalhando dia e noite para que o governo não dê certo” e disse também que “quem consegue remover um império implantado há décadas, tem que estar preparado para todo tipo de ação”. Desde cedo, manifestantes esperavam Jackson Lago chegar ao aeroporto com faixas e cartazes, manifestando-lhe apoio e solidariedade.
“Não temos ilusão de que os poderosos que foram banidos pela população do Estado estarão dia e noite trabalhando para que o governo não dê certo. Eles torcem para que as nossas crianças não tenham escola, que os pobres não tenham serviço de saúde, que a população continue desempregada, e, por incrível que pareça, eles ficam alegres quando há um assassinato, quando há uma morte”, afirmou o governador, ao falar para a multidão que o aguardava em frente ao aeroporto.
Desagravo – A recepção acabou se transformando num ato de desagravo com a presença de diversas lideranças políticas, entre as quais o presidente da Assembléia Legislativa, João Evangelista (PSDB); o prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PDT), os deputados federais Julião Amin (PDT) e Ribamar Alves (PSB), o ex-governador João Castelo, o vice-governador, pastor Luiz Porto; o ex-deputado federal Neiva Moreira, além de diversos deputados estaduais, vereadores e prefeitos de municípios do interior do Estado, entre os quais Humberto Coutinho (Caxias), Biné Figueiredo (Codó) e Raimundo Lisboa (Bacabal).
O governador agradeceu a manifestação popular e a solidariedade dos políticos e auxiliares do governo. “Instantes como esse nos motivam, nos unem e fizeram nos dar as mãos e se ampliaram em multidões para se tornar na força irresistível da vitória. Constatamos nesse um ano e quatro meses do governo que é nessa unidade que está a força e é preciso que ela permaneça durante os quatro anos de governo”, assinalou.