Rebelião no presídio após fuga abortada
Crimes ocorreram na madrugada, no Presídio São Luís
Agentes penitenciários de serviço no Presídio São Luís, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, com apoio da Polícia Militar, conseguiram abortar uma fuga na madrugada de ontem. Revoltados com a intervenção, os detentos se rebelaram, houve intenso quebra-quebra, briga entre eles e, em conseqüência, três internos do Pavilhão B, foram assassinados a golpes de chuço.

Segundo os agentes, o presidiário Fernando George Freire da Costa havia escapado para o telhado do Pavilhão B, quando foi visto por um dos militares (sentinela) da guarita. Ele deu um tiro para o alto, chamando a atenção dos agentes e a fuga foi abortada, o que deixou insatisfeitos os detentos que lideravam o plano.
Tentou matar delegado a tiros - Os presidiários mortos, identificados pela direção do Presídio São Luís, são: Edvaldo Silva Santos, conhecido como “Isca” (21 anos, Rua Tancredo Neves, n° 21, Coroadinho), Jocirley Vieira da Costa, o “Cirley” (29 anos, Rua Aniceto Cruz, n° 75, Caxias) e Laércio Oliveira, o “Timon”, (19 anos, Rua 17, Parque Piauí II, n° 878, em Timon).
As mortes aconteceram por volta das 5h30 e pela manhã, depois da perícia no local, os corpos foram removidos para o Instituto Médico Legal (IML). Segundo levantamentos feitos pela polícia, Edvaldo, o Isca, estava preso desde 2006, quando, em companhia de um comparsa, assaltou e tentou matar o delegado Melônio Filho que, gravemente ferido, reagiu e matou um deles.
Segundo a Secretaria Adjunta do Sistema Penitenciário, quando os agentes chegaram ao pavilhão os detentos já tinham quebrado os cadeados, grades de ferro e colocado os colchões como uma barricada, prontos para atearem fogo. A rebelião foi contornada pelos plantonistas, Polícia Militar e Grupo Especial de Operação Penitenciaria (GEOP).
Espancamento e morte - As investigações preliminares indicam que as mortes ocorreram por causa de uma rivalidade entre os internos que foram espancados até a morte com chutes, pontapés, chuçadas, além de terem recebido vários golpes com barras de ferro, que chegaram a entortar as barras. No Pavilhão B, existem 26 celas ocupadas por 78 presos, mas três deles estão no ‘isolamento’, restando 75 nos xadrezes. Após a rebelião, os presos foram conduzidos para o “gaiolão”, para que os agentes fizessem uma revista geral nas celas. No total, cerca de oito celas foram danificadas durante a rebelião.