“O Maranhão está livre para aceitar os empreendimentos da economia e fazer com que o estado tenha um crescimento solidário”, disse a primeira-dama Clay Lago durante a abertura do I Simpósio Internacional “O Trabalho e a Mundialização da Economia” que este ano tem como tema “O trabalho e os 120 anos da Abolição”. A primeira-dama representou o governador Jackson Lago, que se encontra em viagem oficial ao Rio de Janeiro e Brasília.

O coordenador-geral da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Jorge Luiz Nascimento, disse que o Maranhão está na vanguarda das políticas afirmativas e inovadoras. “A relação do governo federal com o estado tem sido importante para combinar políticas públicas de geração de trabalho, em busca do bem estar da população”, ressaltou.
Pedro Juan Nunes Mosquero, embaixador de Cuba no Brasil, é um dos convidados do simpósio promovido conjuntamente pela Secretaria de Trabalho e Economia Solidária e Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial que se encerra hoje, 13, no Hotel Abeville. Além de Cuba, o evento terá participação de representantes de instituições de pesquisa e ensino da América Latina, como Carlos Moore, chefe de Pesquisa da Universidade do Caribe, e dos governos da Venezuela e Bolívia.
“Esperamos aprender e transferir conhecimentos nessa discussão sobre a mundialização do trabalho. É um outro olhar conjunto que nós queremos dar ao trabalho na mundialização”, destacou a primeira-dama, Clay Lago.
Clay Lago disse que é importante para o governo do estado que aconteçam essas discussões em seminários, reunindo todas as organizações no debate de um tema que é fundamental hoje para o desenvolvimento não somente do país, mas do mundo inteiro. “Quando se discute o trabalho, estamos entrando no conceito do mundo em função da globalização e todos os seus questionamentos”, afirmou a primeira-dama.
Para Clay Lago, a maioria das vezes em que se coloca a globalização como tema entre países da América Latina camufla-se uma maneira de exploração de riquezas e potencial de produção.
O simpósio resultou do decreto do governo do estado e é também uma conseqüência da política do governo federal que orienta que este ano seja de debate e reflexão sobre as questões étnico-raciais no país e no Maranhão.
O II Simpósio Internacional “O Trabalho e a Mundialização da Economia” reforça o empenho na descentralização do governo, voltando as ações para os municípios.
A secretária de Trabalho e Economia Solidária, Terezinha Fernandes, acredita que as políticas adotadas têm contribuído para o desenvolvimento do Estado. Fernandes ressaltou que os índices de empregabilidade no Maranhão têm sido crescentes nos registros do Ministério do Trabalho. Da mesma forma, defendeu a melhoria dos índices de qualificação do trabalhador. Nos primeiros meses do governo Jackson Lago, as 15 maiores empresas em atividade no estado colocaram quais as demandas para os próximos quatro anos.