Jotônio Vianna
Off10@uol.com.br
De olho no futuro
É unânime a opinião de observadores políticos na Princesa do Sertão de que dificilmente o prefeito Humberto Coutinho terá páreo nestas eleições. A não ser que aconteça um fato extraordinário, que altere radicalmente a situação eleitoral do mandachuva palaciano daqui até outubro.
É por isso que os pré-candidatos mais realistas querem fazer uma campanha pé-no-chão, com um olho no futuro e outro na esperança de que um fato novo mude a dinâmica atual e o povo corresponda surpreendendo os governistas que já contam com a reeleição de HC. O olho no futuro significa analisar maduramente que em 2012 o cenário tupiniquim estará aberto à conquista do poder por aquele que mais se cacifar já nesta disputa de agora. Ainda para 2010 existe uma pequena chance de que HC, se reeleito, deixe o poder para se candidatar a um cargo na esfera eleitoral proporcional, que tanto poderia ser a deputado estadual, federal ou a senador. Se isso ocorrer o seu vice terá, de graça, dois anos de mandato, o que alteraria a perspectiva de uma liderança nova vencer em 2012 aquele que estiver na Prefeitura. Mas essa hipótese de HC entregar dois anos de mandato ao vice é considerada remota. E o mais provável é que ele conclua por inteiro seu mandato. Neste caso, se o vice for Júnior Martins, este terá perdido o bonde da história e o caminho ficará aberto para aquele candidato que for o segundo colocado nesta disputa de 2008. Eis porque figuras como Stephano Queiroz, professor Tom, Givaldo Quinzeiro, Chico Sousa, Agostinho Neto, Sinésio Torres ou Robério Cantalice têm a oportunidade e o desafio de inscrever seus nomes na lista histórica das possibilidades futuras.
O trabalho bem feito de hoje, que vise resultado no futuro para uma liderança nova, é plenamente aceitável do ponto de vista da racionalidade porque com os Marinho de fora do poder por mais quatro anos o vácuo será ainda maior em 2012... Para se chegar a esse raciocínio não precisa esforço. Basta juntar dois e dois e não errar para que a conta não dê cinco.
Chance
É claro que Júnior Martins, Ironaldo Alencar ou o empresário Antônio Apolônio Alencar não podem ser descartados da chance de chegar ao poder no futuro...
Forças intermediárias
...Os três, como forças intermediárias do poder atual, no entanto, têm e terão sobre os ombros a dependência do que for o resultado social dos governos de Humberto Coutinho em 2012...
Peso
...Os dois últimos, pai e filho, ainda têm contra si o peso dos ataques feitos pelo Sistema Mirante recentemente e, principalmente, Ironaldo o desgaste que redunda do posto de presidente da Câmara Municipal, hoje uma espécie de oásis no poder onde frutifica a delícia do dinheiro fácil, mas que, em contrapartida, torna seu comandante alvo principal da ira popular que não aceita o esbanjamento...
Coadjuvante
...A Júnior Martins, que não está isento de sofrer represálias idênticas às sofridas pelos Alencar dos meios de comunicação sarnomarinhianos, restará o agravante de ter sido apenas um ator coadjuvante no processo de ascensão dos Coutinho ao poder. Daí a tese de que o jovem perdeu o bonde da história...
Personagens
...Porém, Stephano Queiroz, professor Tom, Givaldo Quinzeiro, Chico Sousa, Agostinho Neto, Sinésio Torres ou Robério Cantalice também não representam exatamente o novo. Ao contrário, são personagens conhecidos do labor político-partidário local...
Atores
...Sendo que uns são mais carimbados que outros. Uns atrevidos, outros românticos e outros apenas fustigadores de idéias sociais inconcebíveis. Mas todos são atores importantes do nosso espaço público, que na falta de opções vão preenchendo as lacunas existentes no nosso torrão...
Sobre si
...De todos os acima, o que mais tem aparecido, reconheça-se, é Stephano Queiroz... Mas este, embora novo, carrega sobre si vantagens e desvantagens de pertencer à família Queiroz, que já esteve duas vezes à frente do Palácio da Cidade e é suscetível ao julgamento da história pela visão popular...
Sombra
...Do lado dos Marinho, o que poderia ser novo é Ricardo Marques, mas este se submeteu tão profundamente à sombra onipresente de Paulo Marinho que dificilmente terá de volta a própria identidade que nunca revelou...
Reflexo
...O reflexo dessa sujeição integral a PM pode ser sentido atualmente pelo próprio RM, que tem sido repelido por lideranças de oposição com quem antes sentava para discutir o processo político tupiniquim. Essas pessoas passaram a vê-lo como uma espécie de agente duplo do esquema sarnomarinhiano...
Singrar
...Naturalmente que daqui até 2012 muita água irá singrar no nosso velho Itapecuru. E até lá outros surgirão ou assumirão o desejo da manifestação político-partidária, como, por exemplo, o hoje juiz Antônio Manoel Velôzo, que chegou a ser sondado para desafiar HC já agora em 2008 e não topou a parada, embora o sonho de se posicionar politicamente arda latente no íntimo.
Caos
O ex-vereador e vice-presidente local do PDT Augusto Neto chama a atenção para o caos que virou o trânsito em Caxias, atribuindo isso à falta de transporte coletivo urbano. Para realçar, AN frisa que haveria hoje na cidade perto de 30 mil motos, e aponta que solução seria o poder municipal assumir a responsabilidade constitucional de instituir o serviço de transporte público.
Celebração
Um abraço nos caxienses Washington, João Filho, Belina e Afonso, que vieram do Rio de Janeiro para se unir a Wilton, Pedro e Neusa com o objetivo de celebrar o dia da matriarca Helena Lobo,... um dia que é de todas as mães.
GONZO
Prematura - Numa avaliação superficial, analistas políticos consideram que de todos os vereadores caxienses três podem ter grande dificuldade na tentativa de reeleição: Adelmo Soares, porque perdeu boa parte do eleitorado católico; Noleto, devido à divisão política da família; e Zé Raimundo (ou alguém da família) porque ‘quebrou’ após a briga com Humberto Coutinho e conseqüente aliança com Paulo Marinho!!!... É, é possível. No entanto, essa avaliação também pode ser prematura.