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Data de Publicação: 11 de maio de 2008
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Postura de ex-‘estadista’

O senador José Sarney, que até há pouco tempo se ufanava de ser um ardoroso defensor das expressões democráticas e da liberdade de imprensa, e jamais havia movido processo contra jornalistas, acaba de colocar mais uma mácula em sua biografia.

Ingressou com uma ação contra o Jornal Pequeno, na Justiça de Brasília, exigindo uma indenização de R$ 220 mil por danos morais.

O fato comprova que, desde a derrota da filha Roseana, já não é mais o mesmo ex-presidente e senador da República que se orgulhava de ser membro da Academia Brasileira de Letras.

Em plena campanha de 2006, quando mergulhou de corpo e alma no projeto de se reeleger senador pelo Amapá, Zé Sarney conseguiu que quatro meios de comunicação desse estado sofressem ações de censura e que outros dois fossem notificados pelo Tribunal Regional Eleitoral por publicar materiais com referências à sua pessoa.

Uma das vítimas foi o jornalista Chico Bruno, que criticou Sarney por fazer do Amapá o seu “território” eleitoral. Chico foi punido depois de escrever em seu blog a nota “Depois de 16 anos de mandato, Sarney não conhece o Amapá”.

Por reproduzir alguns termos dos escritos de Chico no programa Revista Matinal, a Equatorial FM de Macapá também foi punida pela justiça com a suspensão do programa, direito de resposta e multa de 100 mil UFIRs.

Uma outra profissional da imprensa do Amapá, a jornalista Alcinéa Cavalcante, conheceu de perto a ira do irreconhecível José Sarney. Na campanha eleitoral passada, o senador decidiu mobilizar a Justiça para censurar o blog da moça (http://alcineacavalcante.blogspot.com/).

O site lembrava a edição do Estadão nos tempos da ditadura: cheio de espaços ocupados por textos que estão no lugar de notícias ou comentários censurados. E mostrava Sarney, um acadêmico, nos bons tempos da ditadura, quando foi chefão da Arena e do PDS.

Em vez de mandar criar um blog que combatesse o de Alcinéa, Sarney preferiu o caminho da censura. Apenas porque a jornalista fazia análises que eram do agrado do coronel do Amapá - aquele território que virou Estado para que ele pudesse ter uma cadeira cativa no Senado.

União de forças

Pela primeira vez, depois que assumiu o governo, Jackson Lago conseguiu reunir todas as lideranças da Frente de Libertação do Maranhão, entre elas os ex-governadores José Reinaldo e João Castelo, e o ex-presidente do STJ, ministro Edson Vidigal.

Durante o encontro, sexta-feira à noite, no Palácio dos Leões, as lideranças fizeram uma avaliação do quadro político do Estado e, especialmente da capital, onde surgiram diversas pré-candidaturas à sucessão do prefeito Tadeu Palácio.

Nome de consenso

Ao final do encontro, ficou acertado que será construída uma agenda política com base em discussões que serão travadas ao longo dos próximos 30 dias. O dado mais importante da reunião: o compromisso de manter e reafirmar a Frente de Libertação, nas eleições municipais, em todo o Estado.

O presidente do PDT, deputado federal Julião Amin, saiu da reunião entusiasmado. Ele acredita que, no caso de São Luís, é possível a construção de uma candidatura de consenso.

“A Frente de Libertação tem que continuar. Os interesses do Maranhão devem estar sempre acima dos interesses partidários”, ressaltou Julião.

Unidade

A reunião dos partidos que integram a Frente de Libertação jogou um balde de água fria nos que torcem pela desagregação das forças políticas que deram fim ao mandonismo de 40 anos no Maranhão.

Mesmo com várias pré-candidaturas lançadas, as lideranças defenderam em coro a necessidade do entendimento e do fortalecimento da proposta da Frente de Libertação.

As lideranças dizem que os debates vão se intensificar agora em maio e em junho, mas sem jamais pôr em risco a necessária unidade para fazer o Maranhão avançar.

Fase de consolidação

Sorridente e bem-humorado, o deputado Flávio Dino arregaça as mangas no trabalho de fazer crescer a sua pré-candidatura. Ele disse, na madrugada de ontem, ao sair do Palácio dos Leões, que foi muito positiva a reunião do governador Jackson Lago com as lideranças da Frente de Libertação do Maranhão.

“Para nós, a reunião foi muito positiva e precisa de continuidade para que se discutam as eleições em São Luís, Imperatriz, Paço do Lumiar, Santa Inês, entre outras cidades.

A Frente de Libertação foi uma vez mais reafirmada por todas as forças políticas presentes e o debate prosseguirá sem prejuízo do andamento das pré-candidaturas já lançadas”, declarou o deputado do PCdoB.

Fato novo

A reunião de sexta-feira à noite, no Palácio dos Leões, convocada pelo governador Jackson Lago com os seus aliados políticos para mostrar que ele vai comandar o processo sucessório municipal em São Luís e no interior do Estado, produziu vários fatos.

Mas um sobressaiu: a inclusão do nome do ex-governador José Reinaldo Tavares, do PSB, no leque de nomes que poderão evoluir para uma candidatura de consenso, em princípio acatada por todos os presentes.

Nada, porém, ficou definitivamente fechado, exceto a percepção de que Jackson vai usar o pulso firme. A reunião do próximo dia 22, já convocada pelo próprio governador, é que vai selar o que ficou alinhavado.

Agradecimento

Agradecimento a Deus e às mães que trabalham na Secretaria de Estado da Educação pelas graças alcançadas, representadas, simbolicamente, pelas conquistas do governo e da Seduc nessa área.

Foi esse o tom adotado pelo secretário Lourenço Vieira da Silva, ao homenagear as mães da Seduc com uma missa em Ação de Graças, celebrada pelo Padre Clemilton, da Paróquia do Parque Timbiras, seguida de um café da manhã de sexta.

A descontração foi a tônica da celebração, com muitos cantos religiosos, boa homilia e o sentimento de gratidão das homenageadas – todas receberam flores.

O mais votado

Ocorre, nesta segunda-feira, a eleição para a escolha do novo procurador-geral de Justiça, que comandará o Ministério Público do Maranhão nos próximos dois anos.

Um ponto comum domina a plataforma dos sete candidatos ao posto que atualmente é ocupado pelo procurador de Justiça Francisco das Chagas Barros: que o governador do Estado escolha o mais votado da lista tríplice.

Para seguir uma tendência que já vem se verificando na maioria dos estados brasileiros, embora seja prerrogativa do governador escolher qualquer um dos três indicados. A Ampem distribuiu “carta aberta ao Governador” defendendo o critério do mais votado.

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