Os cinco carros de alto padrão que pertenciam ao megatraficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia renderam ao todo R$ 265,5 mil em leilão realizado em São Paulo na tarde de ontem. O valor arrecadado será revertido à União. A operação durou uma hora e foi encerrada às 15h15.
O carro vendido pelo menor lance foi uma Mercedes C280 preta, de 1995. Avaliada em R$ 30 mil, ela saiu por R$ 25,5 mil. O mais caro foi o Toyota Hillux CD, de 2005/2006. Vendido por R$ 90 mil, ele foi avaliado em R$ 100 mil.
O Ford Fusion, com valor estimado em 75 mil, saiu por R$ 63 mil. Pela caminhonete Nissan Frontier, avaliada em R$ 60 mil, o lance final foi de R$ 48 mil. A caminhonete Mitsubishi L200, arrematada por R$ 39 mil, tinha valor estimado em R$ 43,1 mil.
Os valores para os lances iniciais variavam de R$ 20,5 mil a R$ 86 mil. Os lances finais ficaram acima da expectativa. Esperava-se que os veículos fossem vendidos por valores de 70% a 80% do valor estimado, de acordo com o Instituto Nacional de Qualidade Judiciária (INQJ). Mas o pior resultado foi o da Nissan Frontier, cujo preço ficou em 80% da avaliação. O Toyota Hillux rendeu 90%.
Promovido pelo Ministério da Justiça e realizado pelo INQJ, este foi o segundo leilão de veículos do criminoso, preso no Presídio Federal de Campo Grande. No primeiro leilão, foram arrematadas duas unidades.
Prisão - Em 1º de abril, a Justiça Federal em São Paulo condenou Abadia a 30 anos de prisão. O chefe de cartel de drogas foi considerado culpado por quatro crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos.
O colombiano foi preso em agosto do ano passado, em São Paulo, durante operação da Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de mandar matar 15 pessoas nos Estados Unidos e outras 300 na Colômbia. Ele tem uma fortuna estimada em R$ 3,4 bilhões.