Guimarães
Por determinação judicial, já está presa desde a manhã de ontem, na Delegacia de Polícia de Guimarães, a viúva Maria Regina do Nascimento Cunha, acusada de envolvimento na morte do marido Antônio Carlos Anchieta Cunha, 38 anos, assassinado com um tiro na cabeça na madrugada de domingo (4). O sobrinho da vítima, Israel dos Santos Cunha, conhecido como “Isa”, suspeito de ser o autor do crime, também teve prisão decretada e está no xadrez.
O sargento Reginaldo Gomes, comandante do DPM local, disse que os dois levantaram suspeita da população porque no dia seguinte ao enterro passaram a ‘desfilar de moto’ pelas ruas da cidade, como se nada tivesse acontecido. Ex-detento, Isa estava em liberdade condicional e já morava com o casal há algum tempo, “havendo rumores de que mantinha um caso com Maria Regina”. A prisão dos dois foi solicitada pelo delegado Paulo Afonso, que preside o inquérito sobre o homicídio.
Simulação de assalto - De acordo com o comandante do DPM, o crime ocorreu por volta de 1h30 de domingo, quando “Fassali”, como também era conhecido o comerciante, voltava para casa em sua moto, após sair de uma festa de reggae na ‘Toca Hollywood’. “Ele estava acompanhado da esposa Maria Regina e o casal teria sido abordado em um assalto na metade do caminho, por alguns elementos”, disse o militar. Segundo declarou Regina à polícia, o marido mandou que ela corresse para pedir ajuda, mas foi alvejado com um tiro na cabeça, à queima-roupa.
Viúva ficou ‘alegre’ após o enterro - Ainda segundo o sargento Reginaldo, testemunhas lhe informaram que Regina saiu correndo do local, passou por três pessoas que vinham de bicicletas a uns 300 metros, não lhes falou do ‘assalto’ e só foi pedir socorro numa casa distante cerca de 3 km de onde o marido estava morto. Os ciclistas, no entanto, ouviram o barulho dos tiros e comentaram que ela havia passado por eles às pressas e não falou nada. Os ‘assaltantes’ não roubaram a moto nem levaram nada da vítima.