O lanterneiro Whebston Luís Veloso, 34 anos, acusado de matar afogadas a sua mulher, Jessiane Braga, e a filha, Dandara Braga Veloso, de apenas 9 anos, foi condenado a 25 anos e quatro meses de prisão, pela morte da menina. O julgamento aconteceu durante todo o dia de quinta-feira, 8, no salão do júri, do fórum de São José de Ribamar.
Novo júri – De acordo com o juiz Márcio Castro Brandão, titular da 2ª Vara da comarca de Ribamar, que presidiu o julgamento, a sessão aconteceu novamente a pedido da defesa. Whebston já foi julgado e condenado pelos assassinatos, mas o advogado do réu se valeu do fato de a sentença prolatada pelo homicídio de Dandara ter sido superior a 20 anos para pedir uma nova sessão. O réu permanece condenado pela morte da ex-companheira Jessiane, com pena fixada em 19 anos e seis meses.
Sem se recusar a responder às perguntas do juiz, o réu Whebston Luís Veloso prejudicou seu próprio julgamento. O lanterneiro admitiu ser usuário de maconha e merla; e revelou que mentiu nos depoimentos anteriores por pressão, ao dizer, na época, que nunca foi consumidor de remédio controlado.
Whebston também se contradisse ao acusar a ex-esposa de traição. Segundo o juiz Márcio Castro Brandão, o acusado teria afirmado, em outras ocasiões, que não tinha motivos para desconfiar da fidelidade de Jessiane.
Visivelmente nervoso, o réu afirmou que passa por tratamento psiquiátrico, e que é comum não se lembrar de coisas que já tenha feito ou falado. Parentes das vítimas compareceram ao Fórum, e muito emocionados, choraram enquanto Whebston relatava o dia do crime.
Durante o julgamento, o réu disse que teria cometido o crime porque desconfiava que sua mulher estivesse lhe traindo. A condenação dele foi quase unânime, eram sete jurados – seis mulheres e um homem, somente um deles votou pela absolvição.
O crime – O assassinato ocorreu no dia 20 de abril de 2005. Whebston teria levado a esposa, a filha e o filho, de bicicleta, até à praia do São Raimundo, em São José de Ribamar. Chegando lá, teria sufocado Jessiane debaixo d’água, e largado a filha no mar, sem deixar que ela conseguisse sair da água. O filho Rafael, na época com sete anos, só não morreu porque conseguiu fugir.
O lanterneiro ainda tentou simular um assalto, mas diante das provas evidentes, confessou o crime. Ele foi preso em flagrante.