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Inquérito pede prisão preventiva de casal; Promotoria analisa relatório

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Data de Publicação: 1 de maio de 2008
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CASO ISABELLA

O inquérito produzido pela Polícia Civil a respeito da morte de Isabella Nardoni, 5, protocolado ontem, 30, no fórum de Santana, cita o pedido de prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá , respectivamente pai e madrasta da menina.

O inquérito com o pedido de prisão preventiva deve ser analisado pelo promotor Francisco José Taddei Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana. O promotor irá passar o feriado prolongado do 1º de Maio (Dia do Trabalho) para analisar os documentos.

O documento é composto por cerca de mil páginas distribuídas em seis volumes e foi protocolado às 10h10 de hoje, de acordo com o Tribunal de Justiça. O prazo legal prevê 15 dias para o promotor decidir se apresenta ou não a denúncia (acusação formal) contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, indiciados pelo crime. Cembranelli, entretanto, afirmou já ter elementos suficientes para propor uma ação penal e que deverá se manifestar em breve, provavelmente até terça-feira, 6, a respeito do caso.

Prisão - Um dos advogados do casal, Rogério Neres de Sousa, voltou a afirmar na manhã de ontem que seus clientes não têm a intenção de fugir. Questionado se Alexandre e Anna irão se apresentar caso seja determinada a prisão preventiva, ele foi lacônico. "Sim. E vamos recorrer", afirmou. Ele não quis dar mais detalhes justificando que na tarde de hoje uma entrevista à imprensa está marcada para tratar de todos os assuntos relacionados aos clientes.

O pedido de prisão preventiva é assinado pelos delegados do 9º DP (Carandiru), Calixto Calil Filho e sua assistente, Renata Helena Pontes que ao longo dos 30 dias se dedicaram exclusivamente ao caso.

A reportagem apurou que são dois os elementos que sustentam o pedido: o real temor de uma eventual fuga do casal e a convicção dos investigadores de que a cena do crime sofreu alterações de forma intencional.

Crime - Isabella morreu na noite de 29 de março, quando passava o fim de semana com o pai e a madrasta. Ela foi asfixiada e jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo.

No último dia 18, Alexandre e Anna Carolina foram novamente ouvidos pela polícia e acabaram indiciados pela morte da menina. Ambos negam.

A reconstituição do crime ocorreu no último domingo, 27, sem a presença do casal. Os laudos serão anexados ao inquérito.

Na segunda-feira, 28, o promotor disse ter elementos de provas suficientes para justificar uma ação penal contra o pai e a madrasta de Isabella.

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