A Superintendência Federal de Agricultura do Maranhão (SFA/MA) inicia hoje, 1º, a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A expectativa do órgão é imunizar, pelo menos, 93% dos bovinos e bubalinos do Estado, na primeira fase que se estende até dia 31 deste mês. Nas duas etapas no ano passado, a cobertura vacinal atingiu 92% do rebanho maranhense.
O Maranhão possui um plantel estimado em quase sete milhões de bovinos e cerca de 81 mil bubalinos, distribuídos em 134 mil propriedades. Depois da vacinação, o pecuarista deve informar à Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), apresentando a nota fiscal da vacina e o formulário de comprovação preenchido e assinado.
“A conscientização do produtor rural de vacinar seu rebanho é de fundamental importância na erradicação da febre aftosa no Maranhão para, com isso, alcançar o status de área livre de febre aftosa com vacinação”, explicou Roberto Carlos de Arruda, chefe do Serviço de Defesa Agropecuária da SFA/MA.
De acordo com a lei estadual Nº 7.386, de 16 de junho de 1999, e o decreto estadual Nº 20.036, de 10 de novembro de 2006, o produtor deve comprovar que imunizou o rebanho durante o período oficial de vacinação ou até 15 dias após o término. A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória.
Seis anos após sua criação, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura (Seagro), faz um balanço de suas ações, apresenta alguns resultados expressivos alcançados e afirma que o Maranhão se prepara para a classificação de baixo risco.
De acordo com o coordenador do Programa de Erradicação da Febre Aftosa, o médico veterinário Aymoré Fernandes Dias Filho, com a criação da Aged, o sistema agropecuário do Estado foi fortalecido. “Passamos por inúmeras auditorias do Ministério da Agricultura, algumas com orientações e outras de caráter fiscalizatório, para mudança de classificação sanitária. Lembrando que quando a Aged foi criada, em 2002, o Maranhão estava em situação de “Risco Não Conhecido (Desconhecido). Por conta de nossas ações e dos índices de cobertura vacinal satisfatórios, o Estado avançou rapidamente para “Alto Risco”, em 29 de setembro de 2002”, disse Aymoré.
O Ministério reconheceu os esforços do governo do Maranhão pela estrutura que montou para aparelhar o órgão e elevou, após nova auditoria, o seu status de classificação sanitária – de Alto Risco para Médio Risco – em 28 de dezembro de 2004. Com esta classificação, o estado se habilitou a entrar nos Estados que estivessem em situação de zona livre com vacinação (Baixo Risco), podendo comercializar seus animais vivos, produtos e subprodutos e participar de feiras e exposições agropecuárias.
Por causa desta nova classificação, que se mantém até hoje, o Maranhão passou a atrair novos investimentos nos mais diversos ramos, como laticínios, frigoríficos e outros segmentos agropecuários. No atual momento, o Maranhão se prepara para passar por mais um grande teste, que será a mudança do status classificatório de Médio Risco para Baixo Risco, missão considerada árdua, porém, importante para que o Estado chegue até o final de 2009 à erradicação completa da febre aftosa, como prevê o programa e exige o Ministério da Agricultura.