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Polícia Federal realiza nova operação envolvendo prefeituras do Maranhão

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Data de Publicação: 1 de maio de 2008
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Por José Linhares Jr.

HISTÓRIA SEM FIM

Há meses, a Polícia Federal do Maranhão desenvolve operações em que os principais crimes investigados são contra o patrimônio de municípios do estado. Na manhã de ontem, 30, as prefeituras de São Vicente Férrer, Parnarama, São Domingos do Maranhão e Satubinha entraram na mira da PF. De acordo com informações do delegado federal Paulo André Sousa, as investigações foram motivadas por uma quadrilha que usava os municípios para aplicar golpes na Receita Federal. “Eles falsificavam documentos das prefeituras para conseguir restituições de imposto de renda inexistentes”, explicou.

Foto:GILSON TEIXEIRA
Delegados da PF e da Receita divulgam resultados da operação

A operação, batizada de Bolsa-Receita, desencadeou investigações que se alastram nos últimos 12 meses. Ontem pela manhã, cerca de 30 agentes da Polícia Federal entraram na segunda fase da operação, que consistia no cumprimento de mandatos de busca, apreensão e prisão.

Informações preliminares dão conta de que os contadores Edson Ferreira Lindoso e Pedro Wilton Lindoso foram presos pela PF. Localizados nas suas residências no início da manhã em cumprimento de mandato judicial expedido pela 1º Vara Federal, os dois são acusados de encabeçar a quadrilha de fraudadores.

Golpe no leão – A fraude consistia em um esquema de arrecadação indevida de restituições de imposto de renda. Primeiramente as prefeituras apresentavam declarações de imposto de renda retido na fonte. Elas listavam pagamentos a pessoas por serviços prestados. Depois, declarações falsas dessas pessoas eram apresentadas na receita e as restituições inexistentes eram resgatadas.

Até ontem a PF, em conjunto com a Receita Federal, havia detectado mais de 500 declarações falsas. As restituições, em média, eram de R$ 6 mil. O que chamou a atenção dos investigadores foi o fato do uso dos nomes de pessoas extremamente humildes ser usado pelos fraudadores. “Havia notas que indicavam serviços de pessoas paupérrimas, sem condição alguma de prestar o serviço descrito nas notas”, explicou Marcelus Ribeiro Alves, delegado adjunto da Receita Federal no Maranhão.

“Muitas dessas pessoas assinavam procurações sem saber do que se tratava. De posse dos documentos a fraude era mais fácil de ser feita”, disse o delegado adjunto.

Há suspeitas não confirmadas de que funcionários das prefeituras cediam os documentos para a quadrilha de fraudadores que se encarregavam de falsificar as notas e declarações de imposto. “Eles conseguiram subtrair mais de R$ 1 milhão em restituições fraudulentas, ainda haviam mais de R$ 2 milhões a serem pagas. “Todos os pagamentos serão paralisados até que as investigações terminem”, garantiu Marcelus Ribeiro.

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