Menina torturada de Goiânia quer se encontrar com acusadaGarota quer visitar Sílvia Calabresi na cadeia para lhe dizer que “não guarda mágoas”
A menina de 12 anos torturada em Goiânia quer visitar Sílvia Calabresi Lima, a mulher acusada de seguidamente agredi-la, segundo o juiz responsável pelo caso.

Maurício Porfírio, da Vara da Infância e da Juventude, conta que a garota quer dizer à presa que "não guarda mágoas". O juiz se encontra com freqüência com a menina, que está em um abrigo em Goiânia.
No mesmo encontro com o magistrado, na semana passada, a garota manifestou vontade de ver o filho de Sílvia, Thiago, que é réu no processo do caso.
"Ela disse que queria falar com eles para dizer que não tem nada contra eles e que não quer que ela [Sílvia] sofra. Achei isso de uma grandeza imensa", disse Porfírio.
A menina de 12 anos foi achada amarrada por policiais no apartamento de Sílvia Calabresi há três semanas, depois de uma denúncia anônima. Foram presas a dona da casa e uma empregada.
A mãe da garota é do interior do Estado e a deixou com a família da acusada após promessas de custear os estudos. A Justiça já aceitou denúncia contra Sílvia Calabresi Lima e outras cinco pessoas, incluindo, por suspeita de omissão, o marido e o filho dela.
Em entrevista à TV, Sílvia falou que agrediu a menina com a intenção de "educar". Também responsabilizou a empregada, que argumenta que era ameaçada.
A decisão sobre a guarda da criança depende de um exame que vai apontar quem é o pai biológico. A mãe foi denunciada por entregar a menina após pagamento, o que ela nega.
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