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Entrevista Exclusiva - Júlio França

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Data de Publicação: 6 de abril de 2008
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Por Waldemar Terr (Repórter de Política)

wter@uol.com.br - wter.blog.uol.com.br

Secretaria de Agricultura de SL faz convênios e quer inaugurar em maio a feira da Cohab

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Luís, Júlio França, anuncia que o prefeito Tadeu Palácio deve inaugurar no dia primeiro de maio a nova feira da Cohab, se as fortes chuvas não atrasarem a finalização da obra. "A feira da Cohab vem passando também por um processo de mudança completo com a capacitação dos feirantes e linha de crédito para incrementar os seus negócios", revela Júlio França.

Nos próximos dias, a Secretaria vai inaugurar ainda uma usina de beneficiamento de leite de cabras e uma unidade da Casa do Mel que, segundo França, já nascerá com o Selo de Inspeção Municipal (Sim) e o Selo de Inspeção Federal (Sif) e o que vai possibilitar a comercialização do mel de abelhas fora do estado do Maranhão.

Além disso, o secretário pretende inaugurar mais uma agroindústria de processamento de produtos de mandioca, que envolve aproximadamente 800 famílias só com a instalação dos equipamentos, e vai assinar convênio com a Curcas Diesel do Brasil para reforçar o programa São Luís-Bio, lançado em novembro do ano passado. Outro convênio vai ser assinado com a Fundação de Amparo a Pesquisa do Maranhão (Fapema), na área de piscicultura, para instalação de tanques-rede e tanques-solo com a finalidade de criar tilápias em cativeiro. O órgão já tem convênio com a Fapema na área de tecnologia e treinamento.

A seguir a entrevista, na qual o secretário, que é dirigente do PDT, fala de sucessão municipal.

Jornal Pequeno - O que mudou na filosofia do órgão com sua transformação em Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento?

Júlio França - Antes, nós éramos um instituto e agora passamos a ser a secretaria de agricultura de município. Quando você diz que tem uma secretaria de município, isso por si só já muda toda tua relação de entendimento. Além disto, aumenta também o leque de parceiros, consequentemente a possibilidade de captação de recursos para investimento na área rural de São Luís.

JP - Como anda o processo da municipalização da agricultura em São Luís?

JF - Nós já estamos há quase 16 anos, de fato, nesse processo. Mas, 2007 foi um ano decisivo, oportunidade em que houve investimentos tanto na infra-estrutura, como na equipe que presta assistência técnica ao agricultor. Hoje eu posso dizer que o município assumiu totalmente a agricultura familiar rural. Isto caracteriza que o poder público municipal chamou pra si a responsabilidade e nós entendemos que isto é a municipalização em São Luis.

JP - O que tem para ser realizado em termos de eventos e de inaugurações no âmbito da Secretaria?

JF - Nós próximos dias, nos temos a inauguração da usina de beneficiamento do leite de cabras, da Casa do Mel que já vai ser inaugurada com Selo de Inspeção Municipal (Sim) e o Selo de Inspeção Federal (Sif), os quais vão nos possibilitar comercializar o mel de abelhas fora do estado do Maranhão. Além disso, nós estaremos também inaugurando mais uma agroindústria de processamento de produtos de mandioca.

JP - Quantas famílias serão beneficiadas com programas como a usina de beneficiamento de leite de cabras, Casa do Mel e agroindústria de beneficiamento de farinha?

JF - Na verdade as famílias já estão dentro desse processo que são nossos Arranjos Produtivo Local (APLs), envolvendo aproximadamente 800 famílias, só com a instalação desses equipamentos.

JP - Quais os objetivos dos convênios com a Curcas Diesel do Brasil e a Fapema, e quais os principais detalhes dos acordos?

JF - Primeiro, a Curcas Diesel do Brasil vem reforçar o Programa São Luís-Bio, que nós lançamos em novembro passado. Isto aconteceu depois de conversarmos com dezenas de empresas e decidimos estabelecer esta parceria com a Curcas, que vai fomentar a plantação de pinhão manso e outras oleaginosas, sempre consorciado com plantas da dieta da nossa população. Todas as oleaginosas são consorciadas com gêneros alimentícios. Por outro lado, a empresa se compromete a comprar toda a produção toda a produção dessa plantação que vai ter início ainda em abril.

JP - E no caso da Fapema?

JF - No convênio com a Fundação de Amparo a Pesquisa do Maranhão (Fapema), os acordos foram assinados na área de tecnologia e treinamento. Nós vamos receber um software que vai nos permitir medir os índices econômicos e os índices de exclusão social nos pólos agrícolas, que nós damos assistência técnica. Além disso, a Fapema vai nos propiciar bolsas de estudo, estágios junto aos organismos de pesquisa e extensão para aquisição de conhecimento que possam desenvolver com qualidade e produtividade os nossos arranjos produtivos. Na próxima semana, nós estaremos fechando novo convênio com a Fapema na área de piscicultura, para instalação tanques-rede e tanques-solo, com a finalidade de criar tilápias em cativeiro.

JP - Quais os frutos colhidos com a participação da Secretaria na I Mostra de Desenvolvimento Sustentável?

JF - Nossa participação foi o diferencial do Fórum onde nós apresentamos 16 arranjos produtivos, os nossos APLs. Além disto, nós montamos lá uma mini-fazenda que foi a grande atração da Mostra, sem esquecer nossas oficinas. Em todos os dias de oficina, foi casa cheia. Teve dia que tínhamos mais inscrições do que lugares. Então, foi um sucesso total e foi uma oportunidade de divulgarmos as ações da Secretaria Municipal de Agricultura.

JP - Qual o alcance do acordo, que pode ser feito com os prefeitos de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, no sentido de fazerem uma parceria para desenvolverem juntos os projetos de piscicultura e biocombustível?

JF - Primeiro precisamos entender que moramos, não só numa área metropolitana, mas numa ilha com o ecossistema bastante delicado. Aqui, as ações não podem ser dissociadas. A questão da comercialização o resultado da produção agrícola e o cuidado com o ecossistema têm que serem resolvidos conjuntamente. Fora de qualquer entendimento prévio, nós já trabalhamos com vários produtores de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar na área de escoamento de produção, que são comercializadas nas nossas feiras livres. Mas nós queremos mais. Queremos conversar com os prefeitos desses municípios, para que a gente tenha um único projeto produtivo, sobretudo na área agrícola desse grande cinturão verde da Ilha de São Luís. É fundamental e eu vou provocar uma discussão, nesse sentido, com as outras prefeituras que fazem parte dessa grande ilha de São Luís.

JP - Quando será inaugurada a feira da Cohab?

JF - A feira da Cohab vem passando por um processo de mudanças completas com a capacitação dos feirantes e linha de crédito para incrementar os seus negócios. Essa inauguração está marcada para o dia primeiro de maio. Não sei se vamos cumprir o prazo devido às fortes chuvas que tem caído na nossa ilha e consequentemente atrasado as obras. Mas nós faremos os maiores esforços para não passar dessa data.

JP - Quais outros projetos para a área de feiras livres e mercados tradicionais?

JP - O exemplo do mercado da Cohab, que vai ser uma administração moderna, nós queremos implantar em todos os mercados. Nos próximos dias nós estaremos apresentando aos presidentes de associações de feiras e mercados um pacote obras de reformas, principalmente aquelas chamadas emergenciais. Com relação às feiras livres já estamos ampliando várias delas. Sexta-feira passada nós inauguramos a nova feira livre no bairro do Planalto Anil e logo vamos inaugurar outra feira, próximo ao terminal de ônibus do São Cristóvão.

JP - Uma pergunta política: como se encontra o processo de escolha do candidato do PDT a prefeito da capital?

JF - Nós já tivemos vários pré-candidatos lançados: Sandra Torres, Moacir Feitosa, Clodomir Paz e Julião Amim e o partido está mobilizado discutindo estas candidaturas. Mas falta algo que é muito importante nesse processo, que é o entendimento político entre o prefeito Tadeu Palácio e o governador Jackson Lago. Esse entendimento, acredito, será determinante para a escolha do candidato do PDT às eleições 2008.

JP - O senhor tem algo mais a acrescentar?

JF - Quero falar que o grande avanço do trabalho que estamos fazendo em São Luís se dá por conta das parcerias. Sem parcerias não iríamos a lugar nenhum. O segredo do sucesso do nosso trabalho se chama parceria. Parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil, Uema, Sebrae, Fapema e várias outras instituições, sem esquecer as associações, cooperativas e sindicatos. É na verdade um "pool" de entidades que nos dão apoio. Isso faz com que nosso trabalho tenha um grande alcance social dentro do chamado "cinturão verde" de São Luís.

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