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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 24 de abril de 2008
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(drpeta@box.elo.com.br)

Caro Dr. Pêta;

Zé Reinaldo foi o nosso 1º governador a dar o grito de independência contra os traidores do povo maranhense. No auge de nosso iluminismo, o Brasil viveu os rumores de uma inconfidência, e a nossa liberdade escorregou pelos dedos. Os verdadeiros traidores da Pátria só foram reconhecidos após os grandes marcos com as mudanças no âmbito sócio-cultural que transformaram a forma de pensar de toda Europa e do restante do mundo. No Brasil, como tudo acontece tardiamente, as revoluções sempre foram reprimidas a mando de uma minoria fascista que achava que era dona da verdade. E a verdade, hoje, lembramos com homenagem a alguém que pagou com a própria vida, por acreditar nos ideais de liberdade. Viva a liberdade, viva Tiradentes!

No Maranhão, os verdadeiros traidores nós sabemos quem são: são aqueles que inventam, agridem e vociferam através de seus meios de comunicação contra os que têm um ideal de liberdade. Seja livre, povo do Maranhão.

(Ricardo Santos - São Luís MA)

Prezado Dr. Pêta;

Publique essa carta que Pinheiro está mandando a Sarney

Mais um ano que se passa e você continua ausente. Mas, filho, não poderia deixar de dar os parabéns por esta data importante em sua vida; afinal, é mais um ano cheio de armações e brigas pelo poder, como é comum na sua vida.

Eu, a sua mãe, sua cidade natal, continuo largada, abandonada, muito mal administrada pelo seu afilhado. Seus irmãos pinheirenses continuam sem emprego, sem escola, sem uma universidade. Vivem no eterno esquecimento, mas este ano é de eleições e com certeza virá nos visitar cheio de presentes para alguns privilegiados. E de muitas promessas para os demais.

Não poderia deixar de lembrá-lo que assim como você se apropriou do convento das Mercês, aqui compraram um prédio com dinheiro público no fundo da casa que nasceu e onde ainda é guardado um monte de cacarecos como relíquias de sua vida. Ele está lá, largado, prestes a desmoronar; afinal, não tiveram mais dinheiro do povo para completá-lo e tu, pobrezinho, não pode dar continuidade no que seria o museu da sua memória. Depois de tantos assuntos sérios e chatos a tratar, não esqueça de mandar podar a mangueira do quintal. Ela continua florida e frondosa sujando a casa dos vizinhos.

Sei, meu filho, que te acostumaram mal, e hoje, apesar da idade que pesa sobre seus ombros, e, como bem gosta de dizer, de já ter sido tudo na vida, não aprendeu a viver sem as benesses de cargos e verba pública. Nem que isso custe a pobreza e a miséria de tantos.

Dói a uma mãe ver seu filho que num golpe de sorte chegou à presidência do Brasil virar as costas pra sua gente. As mudanças já começaram. Olha que agora pode ser que sua "família" daqui lhe vire as costas.

Que Deus lhe dê juízo apesar da idade. Lembranças de sua Mãe abandonada, mas o Sr. Vem pedir votos, não é mesmo, querido filho?

(Gustavo Urbano Lopes - Pinheiro MA)

Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.

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