O juiz Fausto Martin De Sanctis condenou o megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía a 30 anos, 5 meses e 14 dias de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso e confecção de documentos falsos.
Abadía também deverá pagar multa de R$ 4,32 milhões. Apesar da condenação, a lei brasileira não permite que ninguém fique mais de 30 anos na cadeia.
O colombiano foi preso no ano passado em um condomínio de luxo na Grande São Paulo, onde, segundo o Ministério Público, lavava o dinheiro ganho com o tráfico, além de se esconder da Justiça americana. O colombiano responde nos EUA por tráfico 15 homicídios.
Abadía estava no Brasil havia cerca de três anos e já havia passado várias cidades. O DEA (Drug Enforcement Agency) oferecia US$ 5 milhões por pistas que levassem a sua captura.
A mulher do colombiano, Yessica Paola Rojas Morales foi condenada a 11 anos e meio de prisão e pagamento de R$1,38 milhão pelos mesmos crimes. André Luiz Telles Barcellos, apontado como piloto da quadrilha, recebeu pena de 23 e 6 meses de reclusão além de ter que pagar R$ 2,4 milhões.
No último dia 13, o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou nesta por unanimidade a extradição do colombiano para os Estados Unidos, onde responde por tráfico de drogas e 15 homicídios.
O pedido de extradição do colombiano foi feito pelo governo americano no dia 18 de outubro de 2007, dentro do prazo estipulado no tratado de extradição firmado entre os dois países --60 dias a partir da data em que a embaixada americana foi informada sobre a prisão preventiva.
A entrega de Abadía aos Estados Unidos dependerá do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá, se quiser, aguardar o cumprimento da pena imposta por ele.