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Correios do Maranhão aderem à greve nacional

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Data de Publicação: 2 de abril de 2008
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Funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de 17 Estados e do Distrito Federal entraram em greve ontem por tempo indeterminado. Funcionários da empresa no Maranhão também aderiram à paralisação, tornando o Maranhão o 18º estado a integrar o movimento paredista. Os servidores reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e a implementação de um plano de carreiras.

Foto:GILSON TEIXEIRA
Servidores cruzaram os braços por tempo indeterminado

No Maranhão, a ECT conta com cerca de 1.500 funcionários e quase 200 agências. De acordo com Sebastião de Almeida Coimbra, diretor do sindicato que representa a categoria no Maranhão, cerca de 80% do contingente de São Luís e Imperatriz entrou em greve. “O serviço operacional foi totalmente paralisado. Estamos trabalhando apenas com parte do administrativo”, explicou.

Coimbra informou que já aderiram à paralisação Alagoas, Amazônia, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba, Acre, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Cataria e São Paulo.

De acordo com Coimbra, a expectativa é de que o movimento cresça no interior do estado no decorrer da semana, após a realização de novas assembléias. Para ele, “o nível de insatisfação com relação ao não-cumprimento de acordo feito com o Ministério das Comunicações sobre um adicional de periculosidade deixou muita gente indignada”.

Funcionários da ECT e o Ministério das Comunicações acordaram em novembro do ano passado o pagamento de 30% do salário como adicional de periculosidade. Na ocasião, foram pagos três meses como adiantamento, mas o valor, segundo o sindicato, deixou de ser depositado em março.

Durante o período de greve, algumas agências dos Correios funcionarão normalmente, mas não há garantia de entrega das correspondências. Assim, os serviços que garantem a entrega em prazo pré-estipulado não funcionam.

No ano passado, os Correios ficaram em greve por nove dias. Os empregados da estatal decidiram voltar ao trabalho após receber reajuste de 3,74% (ante reivindicação inicial de 47,77%), abono de R$ 500, aumento linear de R$ 60 em janeiro, vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro, inclusão dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche para até 7 anos de idade, além da não-reposição dos dias parados.

(José Linhares Jr.)

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