Opinião
Jersan Araújo
O episódio envolvendo o jornalista Lourival Bogéa e o ex-suplente de senador Chiquinho Escócia revela o desequilíbrio, a ignorância e o desejo de servir e agradar o chefe – mor da ex-oligarquia maranhense, que, talvez alimente esse mesmo sentimento de ódio e de vingança pelo jornalista, por não rezar pela cartilha dele. A posição de senador e a necessidade de preservar a imagem de homem pacato e respeitável na grande imprensa, o impediriam de cometer um ato de violência como esse praticado pelo seu servil aliado.
Solidarizo-me com o companheiro Lourival Bogéa e repudio a atitude bruta e inconseqüente do agressor que por acaso chegou a ocupar uma cadeira no Senado da República. Solidarizo-me com o jornalista, relembrando com náusea a mesma agressão que sofri por parte de um coronel – secretário na década de 70 em plena vigência do regime de exceção. Como vítima desse tipo de covardia que provoca repugnância lembro ao agressor que a ditadura acabou faz tempo. Acorda Chiquinho! A imprensa é livre e existe para noticiar os fatos. As travessuras que cometera para conquistar a simpatia dos chefes ferem os princípios básicos da ética e da decência e foram divulgadas ou denunciadas pelos órgãos de imprensa do Rio e de São Paulo e não, inicialmente, pelo Jornal Pequeno que só posteriormente deu repercussão à matéria.
Reprovável e inconseqüente a “bravura” de um homem público quando pretende amedrontar e, consequentemente, fazer calar a voz de um jornalista que ao longo da carreira profissional tem colocado acima de qualquer coisa a defesa dos interesses do povo maranhense, mesmo contrariando poderosos ou aqueles que pensam que são poderosos, para cumprir o compromisso assumido com a sociedade e, particularmente, com os fiéis leitores do JP.
A violência física é a prática dos que não conseguem pensar, inimigos do diálogo, do debate, da democracia. A liberdade de expressão é uma conquista incomensurável. Não pode ser ameaçada, nem limitada ao grau de satisfação dos supostamente feridos com a verdade dos fatos existentes, dignos de divulgação até mesmo para conter a fúria dos seus protagonistas que, às vezes, se acham acima de tudo e de todos e ainda se julgam com o direito de calar a voz da razão. E o que é pior, usando da violência tão combatida pelos cidadãos lúcidos.
Esse triste e lamentável episódio mancha uma página da história política e jornalística do Maranhão. Mas o registro é necessário e deve servir para alertar os que ainda sonham com o tempo da chibata e da mordaça e de ter passado da hora de acordar. Somos uma Nação livre, SENHOR, e não lhes devemos obediência. Se a deve aos seus patrões, continue dormindo na “escuridão da sua inconsciência”. Mas, abomine a violência...
BOMBEIRO MIRIM
O Projeto Bombeiro Mirim foi instituído no município de São João Batista na última quarta-feira. O tenente - coronel Alves, que se fez acompanhado de dois auxiliares e o prefeito Eduardo Dominici lançaram o projeto no “Centro de Convenções João Furtado Dominici”, sob a alegria de pais de crianças com idade de 10 a 14 anos a serem beneficiados com a medida. Alves e Dominici falaram sobre a importância dessa conquista e esclareceram que inicialmente são 50 (cinqüenta vagas) e os interessados devem fazer as matrículas a partir de agora. Foi explicado, também, que esse projeto exige a participação e o acompanhamento dos pais das crianças beneficiadas. O prefeito Eduardo Dominici aproveitou a oportunidade para destacar os inúmeros projetos que tem conseguido implementar no seu município, com a atenção voltada para as classes menos favorecidas. “Este é mais um passo importante para conquistarmos um futuro mais promissor para as nossas crianças” – destacou o prefeito. Reproduzido a pedidos
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