O comando nacional do PDT, que pertence à base de apoio do governo, liberou os diretórios regionais para que façam alianças nos municípios com PSDB e DEM – partidos que fazem oposição ao Palácio do Planalto. A idéia é eleger cerca de 500 prefeitos e mais de 5.000 vereadores nas eleições municipais de outubro.
Para atrair apoio, o carro-chefe serão as ações executadas via Ministério do Trabalho. O presidente nacional do PDT, deputado Vieira da Cunha (RS), negou que a orientação do partido transgrida a defesa dos princípios éticos da legenda.
“O PDT tem uma linha [de atuação] de respeitar as peculiaridades locais. Não teremos preconceitos nem vetos”, afirmou.
Com 25 deputados federais, cinco senadores, cerca de 300 prefeitos e 2.500 vereadores, o PDT tem como dobrar esses números. Para orientar os filiados, o partido fará no final de semana um congresso da legenda em Brasília.
Vieira da Cunha sinalizou que as denúncias envolvendo o ministro Carlos Lupi (Trabalho) de ter supostamente beneficiado o PDT em contratos com sua pasta via organizações não-governamentais não deverão prejudicar as campanhas das eleições municipais. Segundo o pedetista, Lupi é um exemplo para o partido.
“O ministro Lupi tem todo o nosso apoio e total confiança do partido. Ele [Lupi] está se comportando como um autêntico brizolista. Ele tem nosso apoio e solidariedade”, afirmou Vieira da Cunha.
“Os resultados obtidos pelo Ministério do Trabalho [serão utilizados pela legenda nas campanhas] para o bem e para o mal. Felizmente os resultados são os melhores possíveis”, afirmou.