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O Americanismo e o Assassinato da Ulen (Parte 7)
EdsonVidigal

O Americanismo e o Assassinato da Ulen (Parte 7)

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Data de Publicação: 17 de abril de 2008
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Felinto Ribeiro

E-mail: felintoribeiroescritor@yahoo.com.br

ou Site: www.felintoribeiro.xpg.com.br

A verdade surge muitas vezes do impossível. Citamos o exemplo de Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra, preso pelo califa de Bagdá Saladino, estava oculto num calabouço, não existindo um meio de comunicação que lhe permitisse entrar em contato com as suas tropas, do calabouço lançou o seu anel, que representava a mensagem do monarca, para os seus soldados e assim ele foi libertado do jugo opressor dos muçulmanos. A inesperada diligência policial de 19 de janeiro de ’44, que culminou com a prisão de Mendonça, motivou que a empresa em que ele trabalhava acionasse o seu departamento jurídico na pessoa de Dr. Plínio Pinheiro Guimarães. Todavia o Dr. Plínio nada pode fazer, em decorrência da ordem emanada pela Secretaria de Segurança do Maranhão, que motivou o ofício n.º 2097 de 14 de fevereiro de 44 emitido pelo diretor geral de vigilância e captura César Garcês. O conluio urdido entre o Itamaraty e a Embaixada Americana deu origem a cinco ofícios sigilosos: dois em 38 (22 de julho e 19 de agosto). Os cinco ofícios comprometeram a pessoa de Francisco Campos, Ministro da Justiça e Osvaldo Aranha, Ministro do Exterior, além dos embaixadores Hugh Gibson e Jefferson Goffery, para capturar Mendonça e levá-lo ao terceiro julgamento no Maranhão. As ordens dos embaixadores americanos, via Itamaraty, foram cumpridas. A perseguição implacável do governo americano, com a conivência do Ditador Getúlio Vargas, não teve precedentes em nossa história. A trama era urdida nos porões do Itamaraty ocultando do povo os ofícios inquisitórios.

Com o impacto da captura de Mendonça surgiram indagações onde se teciam comentários nas bodegas de Largo do Carmo e Café do Chico.

O nome Mendonça voltava a ser o comentário na cidade. Formavam-se opiniões públicas que chegavam até o Tribunal de Justiça. Mendonça chegou a São Luís na primeira semana de março. O acompanhava o investigador 444, Antônio Pereira Pinto, que o levou para o Chefe de Polícia, Flávio Bezerra, este o apresentou ao Juiz da 4ª Vara Criminal, Manoel de Aguiar Pinheiro. O júri estava marcado para 16 de maio de ’44. Waldemar de Brito não perde tempo e impetra ordem de habeas corpus que foi concedida em 29 de maio pelo Tribunal de apelação. Somente o Desembargador Costa Fernandes, relator, votou contra. Dr. Edson Brandão, Procurador Geral do Estado, interpôs recurso extraordinário para o Tribunal Pleno sob a presidência do Des. Teixeira Júnior. É o último recurso considerado fora do prazo legal. Dez dias depois embarca Mendonça de retorno ao Rio de Janeiro com a certeza de não mais rever sua terra natal. Retornava ao seu cargo, mas o achou ocupado por Djanir Irapuã Santos Mendes. Apesar de tudo foi readmitido na companhia, mas foi transferido para o terminal do Caju com vantagem de trinta por cento de periculosidade. O diretor do departamento de pessoal muito apreciava o desempenho do Maranhense. Aos 22 de março de ’52, oito anos depois, ao terminar o expediente foi fulminado pelo seu primeiro e único enfarte do miocárdio, caindo de bruços sobre a mesa repleta de dinheiro.

Fontes de informação Jornal “O Combate” e “A Tribuna”

O crime da Ulen de José Jofily

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