A Polícia Civil já ouviu, até a tarde de ontem, 47 depoimentos de pessoas ligadas ao caso da menina Isabella Nardoni, encontrada morta no jardim do prédio onde mora seu pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. O apartamento do casal, e de onde a menina teria sido atirada, continua lacrado pela polícia.
O casal está na casa do pai de Alexandre, Antonio, no Tucuruvi, zona norte de São Paulo. Segundo a polícia, eles ainda são suspeitos da morte da menina e não podem deixar a cidade sem avisar a polícia.
Segundo a delegada-assistente Renata Pontes do 9º DP (Carandiru), o depoimento da irmã de Alexandre, Cristiane Nardoni, "não é prioridade" e ela será ouvida "no momento oportuno".
A expectativa é de que a tia de Isabella seja chamada a depor pelo delegado Calixto Calil Filho, que comanda as investigações sobre a morte da menina. A polícia quer saber detalhes do telefonema que ela recebeu quando estava em um bar, que informava sobre a morte da sobrinha.
Ainda acordo com a polícia, o casal Alexandre e Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina, só devem voltar a ser ouvidos quando os laudos forem concluídos.
Ontem, a polícia ouviu um casal morador do prédio. Ainda há previsão de mais dois depoimentos neste sábado de moradores do prédio e, para este domingo, devem ser ouvidas entre quatro e cinco pessoas.
Quanto ao desdobramento do caso, o advogado do casal, Marco Polo Levorin disse à Folha Online que "aguarda a conclusão das provas". "A investigação está em curso. Não há um conjunto consistente de provas. Vamos esperar a conclusão do inquérito e a apuração das provas", disse.
Desde o crime, há 13 dias, a Polícia Civil ouviu o depoimento de mais de 40 testemunhas e a perícia retornou diversas vezes ao local do crime, o prédio em que o pai de Isabella mora, e aos arredores --as imagens feitas pelo circuito interno de vigilância do prédio da frente, que revelariam o horário em que a família de Isabella chegou ao prédio, são analisadas.
O pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni --Alexandre Nardoni, 29, e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24 - passaram a noite na casa do pai dele, no Tucuruvi, na zona norte de São Paulo. Eles foram libertados anteontem, após nove dias de prisão por terem sido apontados pela Polícia Civil como suspeitos da morte da menina, encontrada morta no jardim do prédio em que moravam na Vila Isolina Mazzei (zona norte de SP).
O inquérito, atualmente, corre em segredo, por determinação do delegado Calixto Calil Filho, do 9º DP (Carandiru).