KYLMA BANDEIRA SEPULTADA EM CLIMA DE MUITA EMOÇÃO
A jornalista Kylma Bandeira de Melo, 38 anos, foi sepultada na tarde de ontem no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais. O velório ocorreu na Rua Grande, no setor de Serviços Póstumos da Pax União, para onde acorreram jornalistas, companheiros de serviço e amigos dela e de seus familiares.
Kylma Bandeira morreu em conseqüência de um trágico acidente ocorrido por volta das 21h30 de sexta-feira (11), na Avenida dos Holandeses - Calhau. A jornalista era repórter do programa informativo Assembléia em Ação, da Assembléia Legislativa do Maranhão. Ela ainda chegou a ser socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros e conduzida ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), mas morreu antes de chegar àquela casa de saúde.
Segundo o vigilante Liziel Coelho Coimbra, que estava próximo do local, Kylma Bandeira teria tentado desviar de dois veículos e de um motoqueiro, que haviam parado para não atropelar um pedestre. "Como a pista estava molhada, o carro derrapou em uma poça d'água, ela perdeu o controle do Corsa, placa HPH-2434, que dirigia e caiu em um riacho", disse. O córrego passa ao lado da concessionária de automóveis Duvel. A jornalista seguia no sentido Olho d'Água/Calhau e estava sozinha no veículo, que ficou com as rodas para cima, dentro d'água.
O sargento Djalma, do Corpo de Bombeiros, declarou que Kylma não apresentava ferimentos nem sangramento. Ela foi examinada no necrotério do Socorrão I, por um médico amigo de sua família, sendo constatado 'asfixia por afogamento' como causa de sua morte.
Kylma Bandeira, nascida em 5 de outubro, residia no conjunto Cohajap e tinha um casal de filhos. Vários amigos da jornalista compareceram ao Socorrão I, ainda na noite do trágico acidente e ontem, durante o velório, para se solidarizar com os familiares dela que se encontravam muito abalados.
Falta de sorte - Pessoas que estiveram no local do acidente lamentaram a falta de sorte da jornalista. O corsa que ela conduzia caiu no riacho, de 3 metros de profundidade aproximadamente, depois de passar num espaço mínimo, praticamente da largura do veículo, entre um poste e uma mureta de ferro de proteção. "Se viesse de lado, o carro não passaria e não cairia, pois bateria no poste ou na mureta", comentou uma testemunha do acidente, avaliando que se ela não tivesse caído no riacho provavelmente escaparia com vida.