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Condução à força de Escórcio provoca reações na Assembléia
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Condução à força de Escórcio provoca reações na Assembléia

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Data de Publicação: 11 de abril de 2008
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Marcelo Tavares acusa ex-senador de tentar coagir testemunhas

O episódio da condução à força pela Polícia do ex-suplente de senador Francisco Escórcio (PMDB) repercutiu ontem na Assembléia Legislativa. O líder da bancada do governo na Casa, deputado Marcelo Tavares (PSB), acusou Chiquinho Escórcio de tentar coagir testemunhas de defesa do governador Jackson Lago (PDT) no processo que o grupo Sarney move na Justiça Eleitoral para tentar reverter a vontade das urnas. Tavares eximiu o governo de qualquer culpa no episódio da última quarta-feira, envolvendo a ameaça de agressão de Escórcio ao jornalista Lourival Bogéa, na entrada do Rio Poty Hotel.

“O que aconteceu foi que ele quis coagir testemunhas. Aqui temos que repudiar qualquer tipo de coação e qualquer tipo de agressão a jornalista, principalmente no exercício regular de sua profissão”, declarou o deputado. A ameaça do ex-senador foi motivo de ocorrência no 9º Distrito Policial, o que levou o delegado Rodson Almeida a convidá-lo a prestar depoimento, e, diante da exaltada recusa, a utilizar dos meios necessários para conduzi-lo coercitivamente ao DP.

A ação policial motivou uma tentativa de manobra por parte dos deputados da oposição na Assembléia, que tentaram envolver a cúpula do governo do estado na decisão do delegado em conduzir Chiquinho Escórcio ao distrito policial. Marcelo Tavares classificou de problema isolado entre o ex-senador e o jornalista, e garantiu que não houve a participação do governo no caso, que não possui a conotação política apregoada pelos parlamentares da oposição, em especial o deputado Ricardo Murad (PMDB). “Não é essa a prática do governo, não é essa a prática que estamos acostumados a ver na história do governador Jackson Lago. Se alguém é vítima de uma armação é o governador Jackson Lago com o processo que não tem o mínimo cabimento de ter prosseguimento, porque eu tenho certeza de que a hora que todas as provas forem de fato depuradas, elas mostrarão as suas inconsistências, com testemunhas sabe-se lá de onde saíram e como estão sendo custeadas esses meses todos, é que se atenta contra o mandato do governador”, disse.

Arregimentação - Tavares ainda lembrou que quem foi acusado de utilizar a máquina estatal foi o ex-senador, no tumultuoso caso do ex-presidente do Senado Renan Calheiros. E que mais uma vez tenta-se inverter os fatos para transformá-lo em vítima diante do processo no qual foi de sua responsabilidade arregimentar testemunhas de acusação. “Ele, como designou Ricardo Murad, é o sargento do processo, aquele que deve acompanhar as testemunhas, levá-las e trazê-las e botá-las debaixo do braço. Eu não sabia que ele tinha essa incumbência”, frisou o deputado.

As alegações de Ricardo Murad, de que Chiquinho Escórcio teria reagido ao cumprimento do jornalista Lourival Bogéa na portaria do hotel devido à maneira com que o Jornal Pequeno trata o ex-senador, foram rebatidas por Tavares, ao observar que Ricardo não é padrão para julgar a imprensa, porque o jornal que ele comandou, o Veja Agora, praticava o pior do jornalismo com agressões ao ex-governador José Reinaldo Tavares, mas que nem por isso partiu-se para ameaças.

“Nós procuramos o caminho judicial, ingressamos com mais de uma dezena de ações, porque tínhamos que discutir isso na Justiça e na Justiça está sendo discutido”, ressaltou. Sobre a ação policial, Marcelo Tavares preferiu não entrar no mérito, pois acredita que existem elementos suficientes, para que ela seja de fato apurada e verificado se houve excesso.

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