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Polícia Civil reforça combate a quadrilhas, desvenda crimes e prende bandidos

Polícia Civil reforça combate a quadrilhas, desvenda crimes e prende bandidos

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Data de Publicação: 9 de março de 2008
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Além de desvendar diversos crimes, que já eram tidos como insolúveis, o trabalho articulado da Polícia Civil está conseguindo retirar de circulação bandidos considerados de alta periculosidade e desmantelar vários bandos, entre os quais quadrilhas especialmente organizadas para praticar assaltos a bancos, roubos de cargas e tráfico de drogas. O delegado geral da Polícia Civil, Jefferson Portela, avalia que o Maranhão, desde o início do governo Jackson Lago, está contabilizando avanços crescentes na área da prevenção e do enfrentamento da criminalidade.

Foto:DIVULGAÇÃO
Grupo prende bandidos durante atuação

Levantamento realizado pela Polícia Civil mostra, por exemplo, que, no período de 1º de janeiro a 6 de março de 2008, somente a Delegacia Estadual de Investigações Criminais lavrou 28 flagrantes, efetuou 51 prisões, cumpriu sete mandados de prisões e seis mandados de busca. Além disso, deu apoio a seis operações e recapturou cinco foragidos.

"A Polícia Civil do Maranhão, com certeza, vem cumprindo a sua parte. A despeito das críticas, não temos negligenciado na tarefa de fazer o combate implacável ao crime", afirma o delegado André Luís Gossain. Ele lembrou que recentemente a Polícia Civil conseguiu intervir com sucesso, evitando assaltos a bancos em municípios como Igarapé Grande e São Domingos. Numa operação que ganhou repercussão até na mídia nacional, policiais civis enfrentaram uma quadrilha em Alto Alegre do Pindaré que assaltara uma agência do Bradesco, fuzilaram cinco bandidos, recuperaram o dinheiro e prenderam dois assaltantes.

A Polícia Civil do Maranhão conseguiu prender, em Imperatriz, o assaltante de banco Newton Monteiro da Silva, o Alemão, tido como o bandido mais procurado do Brasil, que inclusive fora denunciado no programa Linha Direta, da Rede Globo, como acusado do maior roubo de todos os tempos, no Estado de Minas Gerais. Junto com Alemão, foi preso o seu principal comparsa, João da Silva, o Doidão.

Durante a investigação na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), sobre o envolvimento da dupla no assalto ao Banco do Brasil, em Santa Luzia, os policiais descobriram que Doidão usava identidade falsa e que de fato fora Alemão o comandante do assalto ao BB de Santa Luzia. Num curto espaço, a Deic conseguiu desvendar quatro assaltos a banco, no Maranhão, identificando todos os criminosos envolvidos. "Quem não está preso, está sendo procurado", afirmou André Gossain.

Ele frisou que, graças ao serviço de inteligência criado na Polícia Civil, está sendo possível reforçar o combate ao tráfico de entorpecentes, a roubos de cargas e roubos a instituições financeiras. Jefferson Portela reforça a constatação de que, desde a posse de Eurídice Vidigal na Secretaria de Segurança Cidadã, inúmeros crimes estão sendo desvendados, e diversas quadrilhas estão sendo desmontadas, com a identificação e prisão de seus integrantes. Um crime bárbaro, ocorrido no governo Roseana, foi desvendado quase 10 anos depois, em novembro de 2007, quando a polícia prendeu o motorista Ângelo dos Reis Calçado, acusado de ser o mandante do assassinato do superintendente administrativo da Secretaria de Educação do Estado, José Maria Chagas Barbosa.

O assassinato de José Maria, ocorrido no dia 17 de abril de 1998, teve grande repercussão na época. Ângelo Calçado - então chefe do setor de Transportes da Seduc - teria contratado um agenciador, o sargento PM reformado José Gonçalves de Oliveira, o "Zito", que, por sua vez, encomendou o assassinato de José Maria ao pistoleiro José Almir Silva Mendes, soldado PM reformado. O agenciador e o matador também foram presos.

Logo no início deste ano de 2008, a Sesec desarticulou a quadrilha que seqüestrou duas pessoas no Maranhão e uma no Pará. Os seqüestradores foram presos em Açailândia, durante uma ação conjunta das Polícias do Maranhão e Pará. A prisão aconteceu no próprio cativeiro onde um jovem paraense, Sales José Lopes Santos, de 19 anos, filho do fazendeiro Nédio Lopes Sales - estava sendo mantido desde o dia 23 de dezembro de 2007.

O seqüestro de Sales José Lopes aconteceu no dia 22 de dezembro de 2007 quando a família da vítima chegava à Fazenda Ouro Verde, no município de Capitão Poço (PA), para passar o final de semana e foram surpreendidos por seis sequestradores.

No dia 8 de dezembro de 2007, numa ação conjunta, o serviço de inteligência da Polícia Militar, Civil e Rodoviária Federal estourou o cativeiro de uma menina de sete anos de idade, filha de um pecuarista, que havia sido seqüestrada em Imperatriz. A polícia prendeu os seqüestradores, que exigiam um resgate de R$ 400 mil, ameaçando executar a vítima, se a polícia entrasse no caso. O mesmo bando foi apontado como autor do seqüestro do menino Rick, de Grajaú, que passou oito dias em poder de seqüestradores.

Oito pessoas de uma mesma família - entre elas quatro crianças - foram brutalmente assassinadas num povoado de Zé Doca. Todos foram trucidados a pauladas e facadas, e alguns levaram tiros de espingarda. A chacina aconteceu na noite de 6 de janeiro de 2008 e, menos de 48 horas dos assassinatos, a polícia chegou aos quatro autores da barbárie.

De acordo com a avaliação de especialistas, a impunidade crescera bastante no Maranhão porque, nas gestões passadas, não havia um serviço de inteligência policial no Estado. O Centro de Inteligência da Polícia Civil (CIPC), criado com o Estatuto do Policial Civil, em novembro de 2006, somente começou a funcionar em janeiro de 2007.

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