Por Waldemar Terr (Repórter de Política)
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ELEIÇÕES 2008
Marcelo Tavares defende unidade dos partidos da base do governo
O líder do Bloco Parlamentar Progressista (BPP), Marcelo Tavares (PSB), defende a unidade dos partidos da base de sustentação do governador Jackson Lago (PDT), no lançamento de um candidato a prefeito de São Luís. O parlamentar diz que o próprio PSB tem vários nomes para apresentar e cita também diversos pré-candidatos pelos demais partidos da base que teriam potenciam de vencer a disputa se um deles fosse o candidato de unificação.
Dentro do PSB, segundo Marcelo Tavares, existem nomes como o do ex-governador Zé Reinaldo, o do ex-ministro Edison Vidigal e o da ex-secretária de Saúde, Helena Duailibe, fora os dos demais partidos da base de sustentação do governador. O deputado explica que “antes de pleitear em ser candidato”, o ex-governador Zé Reinaldo defende também a unidade da base de sustentação do governador.
“Achamos que a Frente tem vários candidatos da melhor qualidade. O PSDB tem o ex-senador João Castelo e o deputado federal Pinto da Itamaraty; o PDT também tem nomes da melhor qualidade como o deputado federal Julião Amin e o ex-deputado Clodomir Paz; o PT tem o Bira do Pindaré, que é um nome excelente que representa a renovação política no Estado; e o PC do B o deputado federal Flávio Dino, um dos deputados mais atuantes do Brasil. Nomes temos, agora é escolher um deles e caminharmos no sentido de levar este nome à população de São Luís, que tenho certeza que dela terá todo o reconhecimento”, afirma.

A seguir os principais trechos da entrevista.
Jornal Pequeno – Como está o andamento das sessões neste ano eleitoral?
Marcelo Tavares – Temos uma pauta ainda do ano passado, a exemplo do orçamento do Estado; temos muita coisa para apreciar neste ano eleitoral.
JP – O ano eleitoral pode atrapalhar o andamento das sessões?
MT – Infelizmente, acaba atrapalhando, mas não vejo tanta necessidade do afastamento do deputado das sessões plenárias em função da eleição municipal, porque a maioria dos eventos acontece nos finais de semana. Isso é notório.
JP – Existem também poucos candidatos-deputados.
MT – Daqui temos muitos poucos, mas todos nós temos nossos compromissos no interior. Eu pelo menos faço política em 20 municípios, mas vou ter que percorrer todos onde tenham candidato próprio do PSB ou de partidos aliados. Só que vejo que a grande parte desta agenda política se dá nos fiais de semana, quando não temos sessão. E nós temos a incumbência de fazer esta Casa funcionar porque é isso que a sociedade espera da Assembléia. Agora isto mostra esse calendário completamente maluco eleitoral que temos no Brasil, uma vez que temos eleições de dois em dois anos. Isso não tem cabimento e atrapalha os governos estaduais, municipais e federal, não só pelo que o governo deixa de fazer em função das proibições eleitorais e em função da agenda política que acaba contaminada por um assunto que não é tão ligado ao dia-a-dia das Casas Legislativa e dos órgãos estaduais e federais da administração pública.
JP – E na sucessão em São Luís, que é o colégio eleitoral maior, como vai agir o PSB, que tem o nome do ex-governador Zé Reinaldo?
MT – Ele é o nome que se mostra credenciado pelo trabalho que fez durante a vida inteira, pela competência administrativa reconhecida que tem e pelo papel político que desempenhou nas eleições para governador, quando ficou no cargo para impedir que a máquina do Governo do Estado fosse utilizada em benefício de qualquer candidatura. Então, isso credencia o ex-governador Zé Reinaldo, agora ele tem dito que mais importante do que escolher um nome é manter a unidade da Frente. Então, é nesse sentido que a gente sempre vem se colocando. E o nosso entendimento é esse: achamos que a Frente tem vários candidatos da melhor qualidade. O PSDB tem o ex-senador João Castelo, o deputado federal Pinto da Itamaraty, o PDT também tem nomes da melhor qualidade, como o deputado federal Julião Amin e o ex-deputado Clodomir Paz, o PT também, tem o Bira do Pindaré, que é um nome excelente, que representa a renovação política no Estado, e o PC do B o deputado federal Flávio Dino, um dos mais atuantes do Brasil. Nomes temos na Frente, agora é escolher um deles e caminharmos no sentido de levar esse nome à população de São Luís, que tenho certeza que dela terá todo o reconhecimento.
JP – E como andam essas conversações em busca desta unidade?
MT – Os partidos têm conversado, principalmente através de suas lideranças municipais. No caso aqui em São Luís temos a Dra. Helena Duailibe, que é a presidente do diretório municipal de São Luís, outro excelente nome a candidata. Não podemos deixar de falar também no ministro Edison Vidigal, nome da melhor qualidade e que teve quase 500 mil votos nas eleições passadas para governador, também está credenciado não só politicamente, mas também pela sua capacidade para ser prefeito de São Luís. Então, isso no tempo certo se dará e estas discussões vão chegar ao ponto final, quando teremos um nome que representará a pluralidade da Frente, que ela de fato é plural, uma vez que tem várias facções importantes e que tem que ter reconhecido o seu papel político.
JP – Mas a imprensa do grupo Sarney tenta mostrar que existiria, na verdade, um racha na Frente.
MT – Racha tem lá, que possui as candidaturas do deputado estadual Raimundo Cutrim, do deputado federal Gastão Vieira, do depurado federal Pedro Fernandes. Lá é que tem racha. E aí eu vejo que o grupo Sarney é perigoso, porque ele próprio não acredita em nenhum destes candidatos. São candidatos que foram colocados mais como mais como instrumento de manobra do que de uma candidatura propriamente séria, apesar de serem bons nomes. O deputado Gastão Vieira é um deputado de qualidade, o Raimundo Cutrim também e Pedro Fernandes também é um deputado de qualidade. O problema é o grupo político que gira em torno deles cria mais dificuldades a estas candidaturas do que propriamente facilidades. Então, vejo que racha tem lá, aqui não, uma vez que já mostramos que quando há necessidade de união essa união prevalece e vai prevalecer novamente.
JP – Como andam as articulações em torno da eleição na Assembléia, ou ainda está cedo para discutir o assunto?
MT – Acho interessante a discussão da questão da eleição da Assembléia porque, em primeiro lugar, nunca disse ou me coloquei como candidato, nunca falei em candidatura em respeito, em primeiro lugar, ao presidente João Evangelista, meu presidente e é o presidente que respeito e que tem se comportado da melhor maneira quando está na presidência e que tem todo meu respeito e que vai continuar tendo. Segundo, é uma questão pragmática. É uma eleição que vai acontecer, segundo o regimento atual da Casa em janeiro de 2009. Então, nunca me lancei, nunca coloquei meu nome na imprensa e nunca trabalhei nas sombras para mudar o regimento para me beneficiar. Sempre fiz questão de ser transparente e de ser o mais transparente possível nesta questão. É uma eleição importante para a Casa, mas que só vai acontecer em janeiro do próximo ano.
JP – Qual a avaliação que o senhor fazer do primeiro ano da administração Jackson Lago e as perspectivas para 2008?
MT – O primeiro ano foi positivo e o Estado mostrou que a casa estava arrumada, que recuperou a sua capacidade de investimentos pela engenharia econômica e administrativo-financeira feita no Governo Zé Reinaldo. O governador Jackson recebeu o governo com todas as condições de fazer um bom trabalho e está fazendo. Os resultados já estão aparecendo pelo Maranhão inteiro, com escolas de qualidade, contratação de professores, estradas sendo feitas nos mais variados municípios. Entendo que os resultados estão aparecendo e o governo mostrando a que veio. Tenho certeza que nos quatro anos da administração Jackson o Maranhão terá um Estado mais justo para a sua população. É um governo com enfoque social que coloca o ser humano em primeiro lugar e que sabe das dificuldades que o Estado tem, mas que também conhece os caminhos para vencê-las.