A CHANTAGEM DE SARNEY
Jersan Araújo
No comentário de domingo passado eu disse que Sarney estava fingindo. Que “o suposto pedido de licença, também, não deixa de ser uma jogada. Gostaria, com certeza, se Lula o pedisse para ficar”. Como de verdade o cacique não pretendia licenciar-se coisa nenhuma, pode-se afirmar que a atitude dele tinha o objetivo único de forçar a nomeação de um protegido para a direção da Eletrobrás. Uma chantagem repugnante. Sabendo que o pedido de licença dele e da filha, além da do seu seguidor Gilvan Borges, complicaria ainda mais a situação do governo que conta com maioria simples na Casa, o coronel Sarney jogou e ganhou. Os métodos são abomináveis, mas, venceu a parada. E é isso que interessa para um político acostumado a colocar a ética no cofo, para se manter no poder e achar graça de suas proezas.
Valeu o gol, mas a torcida reclamou barbaridade de impedimento e xingou o “juiz” Lula por ter cedido às pressões e a chantagem do “craque” e ex-oligarca maranhense. Fica, mais uma vez a lição: Sarney está velho, mas, vivo o suficiente para impor a sua vontade e atrapalhar a vida dos adversários. Ele age como a serpente que atrai a presa para depois devorá-la. A ministra Dilma Rousseff levou a pior, mas, a partir de agora deve estudar com mais profundidade a personalidade do algoz que se faz de amigo cordial. Sentir-se poderoso, mesmo sem ser respeitado, é o suficiente para os egoístas e desprovidos de ética.
Vencida essa batalha Sarney passará a se dedicar na luta contra o governador Jackson Lago. Comenta-se em Brasília que todos os dias o senador do Amapá reza, pede perdão a Deus pelos pecados cometidos e saúde, muita saúde, até conseguir reconduzir a filha Roseana ao governo do estado. Comete, aí, um pecado enorme, ao desejar ao povo maranhense tamanho castigo. Na dúvida, se ganha ou se perde no tapetão, Sarney já defende a candidatura de Roseana em 2010, dando um chega pra lá nas intenções de Edison Lobão que, igualmente, pretende enfrentar Jackson no referido pleito.
Mas, apesar dos ataques do sistema Mirante, Lago está bem na opinião pública e deve crescer muito mais até o fim do governo. Dentro do Programa de Emergência a malha viária do estado está sendo recuperada, proporcionando viagens mais tranqüilas e o escoamento da produção das várias regiões, com mais segurança. Só as empresas de comunicação dos Sarney não querem enxergar as melhorias implementadas nos setores educacional, da saúde, da infra-estrutura, meio ambiente e produtivo com incentivos nunca dispensado por nenhum administrador, com resultados positivos na condição de vida da população.
Enquanto o Maranhão se agiganta sob a batuta de Jackson Lago, o senador José Sarney engrossa o cangote de raiva e tenta barrar a cainhada corajosa, destemida, progressista e competente dos pedetistas e aliados. Um grande grupo de políticos comprometidos com o desenvolvimento do estado que, em se mantendo unido não possibilitará a volta do atraso tão cedo. Que Sarney e companhia fiquem lá em Brasília tirando proveito pessoal do mandato de senador e deixe o Maranhão e os maranhenses em paz.
TRABALHO DO DEINT
Obedecendo a determinação do governador Jackson Lago e respeitando as diretrizes do Programa de Emergência, o diretor do DEINT (Departamento Estadual de Infra-Estrutura e Transporte, engenheiro Chico Leitoa está trabalhando com afinco na recuperação da malha viária do estado. Destaca-se o trecho da estrada que liga o município de São Bernardo à divisa com o Piauí, numa extensão de 80 quilômetro onde os serviços estão sendo executados com técnica e muito critério. Ao contrário do que era feito na época de Roseana, por exemplo, quando o asfalto se transformava em lama em poucos meses de uso.
FESTA EM SÃO JOÃO
Lideranças políticas e comunitárias e o povo em geral prestaram significativa homenagem, ontem, sábado, ao prefeito de São João Batista, Eduardo Dominici, pela passagem do seu aniversário. Houve discursos, churrasco e muita cerveja. A homenagem pelo aniversário do prefeito terminou se transformando numa grande festa política, sinalizando para a vitória do grupo nas próximas eleições. Lá, também, a oligarquia tupiniquim parece ter sucumbido de vez.