A Assembléia Legislativa realizou ontem uma sessão solene em homenagem às mulheres maranhenses que abraçaram e abraçam a luta em respeito à dignidade humana, em especial a professora e mestra Ieda Batista Cutrim, “in memoriam” falecida no dia 17 de janeiro deste ano, vítima de câncer.
A autora da iniciativa, deputada Eliziane Gama (PPS), esclareceu que o “Dia Internacional da Mulher” é comemorado no sábado, dia 8 de março. Mas, a Assembléia resolveu aproveitar toda semana para debater sobre os principais problemas enfrentados pelas mulheres.
“Precisamos fazer valer a Lei Maria da Penha, que foi criada para conter a violência contra as mulheres, que graça em todo o país. Outro ponto importante é garantir mais espaço e melhores salários para as mulheres no mercado de trabalho”, afirmou Eliziane.
Da mesma opinião compartilha a secretária estadual da Mulher, Lourdes de Mária Leitão Nunes Rocha que, ao discorrer sobre “Os Direitos Humanos e as Relações de Gênero para a Transformação da Sociedade”, pediu mais empenho de todos os setores da sociedade para conter a violência contra as mulheres.
Lourdes Leitão elogiou o governador Jackson Lago e o prefeito Tadeu Palácio, ambos do PDT. “O governador criou uma pasta exclusiva para tratar dos problemas das mulheres. O prefeito colocou as mulheres em cargos importantes da Prefeitura de São Luís”, disse.
Já a deputada Helena Heluy (PT) lembrou da importância da luta em defesa das mulheres, travada durante muitos anos pela professora Ieda Batista. “Cumprimento toda a família de Ieda aqui presente. Peço desculpas porque sei que este momento não é fácil para vocês”, assinalou.
Defesa da mulher – A Assistente Social e professora aposentada da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), Ieda Cutrim Batista, era militante do Partido dos Trabalhadores (PT) e integrante do Grupo de Mulheres da Ilha de São Luís. Ultimamente, Ieda Batista trabalhava como assessora da deputada estadual Helena Barros Heluy (PT) para quem “é difícil entender o mundo sem Ieda”.
A professora integrou o primeiro movimento organizado de mulheres em São Luís; foi candidata à Assembléia Constituinte pelo PT, em 1986, e se destacava como conferencista e também pela capacidade de discernimento nos debates.
Intransigente na defesa da mulher em qualquer circunstância, a professora Ieda Batista Cutrim se manifestava contra a violência, o machismo, a discriminação e o preconceito, com uma firmeza que escapava à simples teoria