Dos cincos postos de vacinação visitados pelo JP, apenas um está sem vacinas desde janeiro de 2008
Um mês após a correria aos postos de saúde por causa do anúncio de várias mortes por febre amarela no país, a maioria dos postos de saúde da capital maranhense está com o estoque de vacinas cheio. Dos cinco locais visitados pela reportagem do Jornal Pequeno, apenas dois estavam sem vacinas (Maternidade Benedito Leite e Centro de São Paulo Ramos), sendo que, somente a Maternidade não recebe as doses desde janeiro. Na Unidade Mista do Bequimão, no Centro de Saúde Dr. Genésio Rego e no Hospital Pan Diamante, ainda há vacinas contra a febre amarela do estoque de fevereiro deste ano.

De acordo com Silvelene da Silva Evangelista, diretora administrativa do Hospital Genésio Rego, o hospital recebeu em fevereiro 1.900 doses da vacina, e ainda há 380 no estoque. “Conseguimos atender todas as pessoas que nos procuraram neste período. Para você ter uma idéia, na faixa etária de 15 a 59 anos, aplicamos 1.252 vacinas – um número considerado baixo, se comparado a janeiro, quando os noticiários não falavam em outra coisa, a não ser nas mortes provocadas pela doença. Então, agora que as coisas se acalmaram, é natural que sobrem vacinas”, disse Silvelene.
Na Unidade Mista do Bequimão, do estoque de 50 vacinas, ainda restam 10. Segundo a técnica em enfermagem e imunizadora, Teresa Frazão, a baixa procura e o cuidado com os frascos são alguns dos motivos para o estoque não precisar ser reabastecido de forma emergencial. “Quando um frasco é aberto, depois de quatro horas ele perde a validade. Então, estamos orientando nossos estagiários a ter o máximo de cuidado neste aspecto. A estratégia deu certo e a Unidade está com vacinas em número superior à procura”, afirmou Teresa.
No Pan Diamante, funcionários do setor de vacinação não souberam dizer a quantidade de vacinas existentes no estoque, mas afirmaram que estão com quantidades suficientes para atender a procura.
De acordo com Simone Oliveira, agente de saúde do Centro de Saúde Paulo Ramos, o estoque de 250 vacinas, que havia chegado há dois dias no hospital, terminou na manhã de ontem, mas o mapa com o pedido já havia sido encaminhado à Secretaria de Saúde, e a expectativa é de que hoje as vacinas já estejam no hospital.
No momento em que a reportagem do JP apurava os dados no Centro de Saúde, Luciana Santos, que reside na Cidade de Perinópolis, no Goiás, teve que voltar para casa sem conseguir vacinar a filha, Inaê Santos Moraes, de 4 anos. “Estou de férias no Maranhão, mas preciso retornar a Goiás em dois dias. Amanhã vou tentar voltar aqui, no Paulo Ramos, já que moro no estado com principal foco da doença e não posso viajar sem vacinar minha filha”, disse Luciana.
O único caso onde as vacinas não têm previsão para chegar, é na Maternidade Benedito Leite. Segundo a técnica em enfermagem, Tânia Barbosa, a Maternidade teria recebido 200 doses em janeiro, e até agora não houve reposição no estoque. “Isso sem contar que, na época, as doses acabaram em um só dia, devido à grande procura. Hoje, apesar da procura ser muito menor, não podemos atender nem essa demanda”, reclamou Tânia Barbosa.
(Da Redação)