O projeto Salangô deverá ser reativado por meio de uma parceria entre o governo federal e o governo do Maranhão, sem representar ônus aos cofres do Estado em sua recuperação. A decisão foi praticamente acertada em reunião do vice-governador Luiz Carlos Porto e o coordenador do programa de transferência de tecnologia do Ministério da Integração Nacional, José Bento Correa, em Brasília (DF). Em janeiro, o governo do Estado propôs ao Ministério da Integração Nacional um termo de parceria entre estado e governo federal para a reativação do Salangô.
O ministério enviou uma equipe técnica ao Estado e em seguida apresentou um parecer que condicionava a parceria ao compromisso do Governo do Maranhão de fazer investimentos em sua reestruturação, sob pena de o Estado ser punido. Durante o último encontro, ocorrido sexta-feira, o representante do ministério informou ao vice-governador que uma nova equipe será enviada ao Maranhão para reavaliar o projeto, com a proposta de isentar o Estado de gastar cerca de R$ 5 milhões em sua reestruturação.
A visita deverá ocorrer ainda neste mês. “No próximo dia 25 teremos uma audiência com o próprio Geddel Vieira Lima (ministro da Integração Nacional), quando discutiremos a situação de todos os projetos no Estado”, comentou Porto.
Irregularidades - O Salangô foi implantado na década de 90 pelo Governo do Estado como um projeto de irrigação de arroz e fruticultura, para beneficiar 845 famílias. Sofreu uma série de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União, como o superfaturamento de 14 milhões decorrentes de índices de reajustamento não previstos no contrato inicial e pagos pela ex-governadora Roseana Sarney. O vice-governador aproveitou o encontro para pedir ao ministério que haja mais agilidade no processo de instalação em São Luís do escritório do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).