CPI DOS CARTÕES CORPORATIVOS
Brasília - A oposição indicou sua tropa de choque para integrar a CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos com o objetivo de aprofundar as investigações sobre as irregularidades no uso dos cartões por integrantes do governo federal. DEM e PSDB escolheram parlamentares com perfil de embate para evitar que os governistas, com maioria na comissão, blindem o Palácio do Planalto nas apurações.
O DEM indicou os senadores Demóstenes Torres (GO) e Antônio Carlos Magalhães Júnior (BA) para titulares, além do líder José Agripino Maia (RN) e do senador Efraim Morais (PB) como suplentes. Já o PSDB escolheu os senadores Marisa Serrano (MS) e Marconi Perillo (GO) para titulares e Álvaro Dias (PR) e Flexa Ribeiro (PA) para suplentes.
"Eu acho que tem que colocar quem tem aptidão para esse tipo de trabalho. Há companheiros que gostam muito de atuar nas investigações. Mas temos que escolher não em função do desejo pessoal de um ou de outro, mas quem tem maior aptidão nessa área", defendeu Dias.
Apesar das indicações já terem sido encaminhadas à CPI, a oposição não descarta ceder uma das vagas da comissão ao PSOL. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), chegou a pedir para que Agripino reserve uma das vagas ao senador José Nery (PA) - único integrante do PSOL no Senado. Agripino disse que, se for procurado por Nery, poderá indicá-lo para a comissão.
"Essa não é uma hipótese a ser descartada. Podemos submeter isso à bancada", disse. Na opinião do líder, o DEM terá nomes na comissão mista suficientes para garantir que as investigações sobre o governo sejam efetivadas. "Eu coloquei o Demóstenes e o operoso ACM Júnior. Na retaguarda, estaremos eu e Efraim."
Governo - Os governistas, por sua vez, ainda mantêm sob sigilo os nomes de parlamentares que serão escolhidos para integrar a CPI. Apenas o PT da Câmara indicou oficialmente os deputados Luiz Sérgio (RJ), Paulo Teixeira (SP), Vignatti (SC) e Nilson Mourão (AC) para integrarem a CPI. Sérgio foi escolhido pelo partido para relatar os trabalhos, enquanto Serrano foi indicada pelo PSDB para presidir a CPI. Os petistas, no entanto, reivindicam agora a presidência da comissão mista depois que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) fechou acordo para ceder o cargo ao PSDB.