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Política
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Dilma se recusa a depor em CPI e diz que TCU recomendou 'banco de dados'

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Data de Publicação: 30 de março de 2008
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem, em Curitiba, que a secretária-executiva da pasta, Erenice Alves Guerra, montou um banco de dados sobre despesas do governo federal sob “recomendação do TCU [Tribunal de Contas da União]”. Ela descartou ir à CPI dos Cartões Corporativos para explicar o vazamento de informações.

A ministra voltou a dizer que o Planalto vai investigar “até o último minuto” para saber quem divulgou os dados. Segundo Dilma, um banco de dados começou a ser montado em 2005 para centralizar os gastos de toda administração daquele ano para a frente.

“O problema é que os gastos sempre foram muito dispersos, e o banco de dados tinha a tarefa de organizar estas informações, que são gigantescas”, declarou em entrevista, antes de participar de encontro com empresários no Paraná. No ano seguinte, Dilma disse que o TCU baixou o acórdão 230/2006 para recuar a organização dos dados para 2002.

“O TCU aprovou o banco de dados e pediu um recuo para 2002.” A ministra disse que orientou sua secretária executiva “a cumprir tudo o que Tribunal de Contas pedir”.

Dilma declarou que os dados revelados na edição passada da revista “Veja” “são a escandalização do nada”, pois os dados ali publicados já foram auditados pelo TCU, e nenhuma irregularidade foi encontrada”.

A ministra elogiou decisão da Folha de S. Paulo de entregar os dados publicados sobre o dossiê para Erenice Guerra. “A Folha de S.Paulo teve um postura correta”, declarou.

A ministra rejeitou a possibilidade de depor na CPI dos Cartões Corporativo. “O Palácio do Planalto e eu, em particular, temos mais coisas a fazer. Prefiro, e vou dizer com toda a sinceridade, passar 15, 14, 13 horas dentro do Planalto tratando do PAC. Porque tenho certeza que o país vai ter um crescimento e uma distribuição de renda melhores.”

Questionada se haveria demissões por causa do vazamento, Dilma optou por não responder. A ministra afirmou que não é candidata à Presidência da República ao ser questionada se o caso do dossiê não seria, de certa forma, uma manobra de opositores para minar suas chances.

“Casos como esse demonstram tentativas de diminuir a importância de nosso país de transformar a máquina pública e de dar a ela instrumentos transparentes de gestão.”

A ministra disse que uma sindicância foi aberta para apurar quem vazou os dados. “Vamos investigar até o último minuto. E sabe qual é a minha esperança? É que muita gente viu isso [a circulação dos dados nos órgãos públicos até a entrega a jornalistas]. Nós vamos saber quem fez isso. Estamos confiantes”.

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