Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 22,563
Edição 22,563

Nacional
Encontrados 270 trabalhadores irregulares em canavial mineiro
Levantamento do CNJ descobre os juízes 'TQQ'
Promotoria denuncia cinco por tortura contra menina em GO
Oi apóia projeto de inclusão digital em Juazeiro do Norte
Anac determina que 175 aeroportos corrijam procedimentos de segurança
Brasil está longe de universalizar acesso à educação, diz especialista

Promotoria denuncia cinco por tortura contra menina em GO

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 30 de março de 2008
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

O Ministério Público de Goiás entrou com denúncia contra empresária Sílvia Calabresi Lima, 41, sua empregada doméstica e integrantes da família, acusados de torturar uma menina de 12 anos e de submetê-la a atos de extrema crueldade. Além da empresária, foram denunciados pelo promotor, o marido e o filho de Sílvia, Marco Antônio Calabresi Lima e Thiago Calabresi Lima; a empregada doméstica Vanice Maria Novais e a mãe biológica da menina torturada, Joana D’Arc da Silva.

Na denúncia, consta que Sílvia, há aproximadamente dois anos, fez uma proposta para a mãe biológica da vítima para que ela permitisse que sua filha, viesse morar e trabalhar em sua casa, propondo-lhe, em troca, o pagamento em dinheiro, além da promessa de dar estudos, bicicleta e carro.

Sílvia Calabresi na prisão

Após fazer o acordo com a mãe da garota, Sílvia trouxe a menina para sua casa e permitiu no início que ela trabalhasse e também freqüentasse o Colégio Militar, conforme foi apontado no inquérito policial.

Após alguns dias, segundo a denúncia, a acusada passou a submeter a garota a maus-tratos e espancamentos. Os atos consistiam em surras com “tamancadas” na cabeça, “marteladas” nas solas dos pés, tapas e socos, batendo também a cabeça da menina diversas vezes contra a parede, lhe causando lesões. A vítima passou, então, a ter hematomas, os quais eram sempre justificados por Sílvia a terceiros e aos familiares da vítima como sendo tombos e quedas.

Com o passar do tempo, segundo o Ministério Público, os maus-tratos aumentaram e Silvia passou a impedir o acesso da vítima à escola, para que a garota não a delatasse e fosse vista com as lesões. A acusada chegou a ameaçar a menina de morte, para que ela não contasse a ninguém, proibindo-a de sair do apartamento, e de visitar seus parentes, segundo a denúncia.

De acordo com a Promotoria, com o passar do tempo, Sílvia deu início a várias sessões de tortura, física e psicológica contra a vítima, sempre auxiliada por Vanice.

A Promotoria ainda considerou que Sílvia submeteu a maus-tratos entre 2004 e 2005 outras quatro adolescentes com surras, espancamento, trabalho forçado e ameaças de morte.

O inquérito policial afirma, segundo a Promotoria, que o marido de Silvia e seu filho, que moram no mesmo endereço, tinham pleno conhecimento da tortura e não tomaram nenhuma providência para fazer cessar a barbárie, aliás, menosprezaram a situação e se tornaram coniventes.

Sílvia e Vanice foram denunciadas por tortura, maus-tratos e cárcere privado. Por omissão à tortura, Marco Antônio e Thiago foram denunciados. Joana, por entregar a filha a um terceiro, mediante pagamento. O promotor pediu ainda que a menina torturada, o pai da vítima e o policial condutor do flagrante, sejam ouvidos no processo.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br