Desde a tarde de sexta-feira, o município de Imperatriz está sob estado de emergência, decretado pelo prefeito Ildon Marques de Sousa (PMDB). As fortes chuvas que caem na região tocantina – intensificadas nos últimos dias –, causando enchentes em várias partes da cidade e já ameaçando deixar centenas de famílias ribeirinhas desabrigadas foram a causa da medida tomada pela Prefeitura. O decreto de estado de emergência tem vigência de um mês.
A Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo deve providenciar nos próximos dias a identificação e mapeamento das áreas atingidas, bem como as conseqüências dos danos ocorridos.
As chuvas deixaram um rastro de estragos em toda a cidade, sendo que a situação mais crítica ocorre nos bairros Bacuri, Vila Cafeteira, Bom Jesus, Vila Nova, Parque Anhanguera, Caema, Vila Leandra, Porto da Balsa, Parque Alvorada I e II, avenida Babaçulândia e avenida Industrial.
No início da manhã de sexta-feira, um temporal alagou as ruas do Centro e dos bairros da periferia. O trânsito foi interrompido em diversos trechos, famílias foram desabrigadas e centenas de trabalhadores ficaram sem transporte público em vários bairros.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou oficialmente que aumentaram os casos de doenças infecto-contagiosas e que os hospitais trabalharam com capacidade máxima de atendimento e internações.
Já a Defesa Civil informou que está em estado de alerta máximo e prevê que a qualquer momento o rio Tocantins comece a desabrigar as primeiras famílias que moram às suas margens. Um esquema de logística para remoção imediata dessas famílias está montado, com o apoio do Exército, do Corpo de Bombeiros, ad Marinha e da Polícia Militar.

A Defesa Civil também está mapeando pontos de alagamentos e levantando o número de residências atingidas pelas enchentes dos quatro riachos que cortam a cidade.
O prefeito Ildon Marques enviou ofício, acompanhado de imagens e reportagens de jornais, aos deputados federais, estaduais e senadores do Maranhão, relatando a situação de caos e solicitando apoio na liberação de recursos para amenizar os efeitos da calamidade.
“Estamos apelando para a sensibilidade das autoridades estaduais e federais para que nos ajudem nesse momento tão difícil. Estamos vivendo o caos e o município não tem condições de enfrentar essa crise sozinho”, declarou o prefeito.
A situação deve se agravar, caso se confirmem as previsões de chuvas intensas para os próximos dias.
(Com informações de O Progresso)
Ribeirinhos ainda se recusam a sair de suas casas
O aumento considerável do volume das águas do rio Tocantins, que ameaçam invadir vários bairros, não está sendo suficiente para convencer os ribeirinhos a abandonar suas casas e se dirigirem para os abrigos já montados pela Prefeitura no Parque de Exposições Lourenço Vieira da Silva, na BR-010. A resistência dos moradores em sair das áreas de risco foi confirmada pelo presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil, Francisco Correia Dias, o Chico Pelicano. A Defesa Civil monitora diariamente todos os bairros ameaçados pelas águas.
De acordo com Chico Pelicano, mesmo com a Prefeitura avisando sobre os perigos, os moradores não querem deixar suas casas e seguir para os abrigos. “Desde dezembro, estamos acompanhando toda a movimentação do rio, como as chuvas e as previsões. Mas enfrentamos resistência na área ribeirinha, como no bairro da Caema e no Porto da Balsa, nos quais as famílias não querem sair de suas casas enquanto o rio não tomá-las, o que é preocupante”.

O coordenador da Defesa Civil acrescentou que mais de 400 famílias já foram desalojadas de suas casas não pelo rio Tocantins, mas pelas águas dos riachos que cortam a cidade. “Temos hoje mais de quatrocentas pessoas morando em casas de parentes, expulsas de suas casas em função do grande volume de água dos riachos Santa Teresa, Capivara e Bacuri, ou seja, desabrigados urbanos. Isto porque o rio ainda não ‘expulsou’ nenhuma família de suas margens”, afirmou.
(Com informações de O Progresso)