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Roraima e Maranhão têm maiores índices de beneficiários de programas sociais

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Data de Publicação: 29 de março de 2008
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Com 50% de seus domicílios registrando a presença de alguma pessoa entre os beneficiários de programas sociais, Roraima lidera o ranking dos estados referente ao recebimento de recursos, proporcionalmente ao número total de residências. Em seguida aparecem o Maranhão, com 41,3% das famílias atendidas, e o Piauí, com 40,2%. Os índices constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que traz dados de referentes ao ano de 2006.

Na ponta inversa do levantamento, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina são aqueles onde os programas sociais têm menor alcance, em termos percentuais, com índices de 7,6%, 6% e 5,8%, respectivamente.

“Foi na Região Nordeste em que se verificaram os maiores contingentes de domicílios que reportaram os programas investigados. O Sudeste foi, claramente, onde se observaram os segundos maiores quantitativos em referência a todos os programas, exceto ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, em que todas as regiões, menos a do Nordeste (cerca de 144 mil domicílios), apresentaram contingentes de atendimento em patamares próximos (entre 26 e 33 mil)”, ressalta o IBGE na pesquisa.

Em todas as cinco regiões brasileiras, os percentuais de domicílios em que houve rendimentos a partir do Bolsa Família foram superiores aos dos demais programas. A maior diferença relativa entre aquele programa e os demais se deu no Norte e Nordeste. Na primeira região, o Bolsa Família estava presente em 19,4% dos domicílios, enquanto o Benefício de Prestação Continuada (BPC) estava em 3,8% e o Peti, em apenas 0,8%.

O Norte foi ainda a região onde mais cresceu o percentual de pessoas assistidas por programas sociais entre 2004 e 2006, de 18% para 24% da população.

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